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Publicada em 29 de Setembro de 2026 às 18:25

O futuro não precisa estar pronto aos 17

Ana Paula Ferreira Bottin, psicóloga e orientadora educacional do Ensino Médio do Colégio Marista Rosário

Ana Paula Ferreira Bottin, psicóloga e orientadora educacional do Ensino Médio do Colégio Marista Rosário

DIVULGAÇÃO/JC
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Ana Paula Ferreira Bottin

A adolescência é um período de transformações e descobertas. No Ensino Médio, esse processo ganha novos contornos diante das cobranças por desempenho, das expectativas familiares e da necessidade de pensar sobre escolhas profissionais. Entre vestibulares, Enem e decisões sobre o futuro, muitos jovens podem sentir que precisam ter as respostas antes mesmo de concluir a escola.

Mas será que escolher uma profissão precisa ser uma decisão definitiva?

Cuidar da saúde mental dos estudantes é antes de tudo ajudá-los a compreender que o futuro não é uma resposta pronta, mas uma construção. No Rosário, essa perspectiva integra as ações de educação socioemocional e de Projeto de Vida, projetos que os acompanham ao longo de todo o Ensino Médio.

A Semana de Projeto de Vida, Futuros e Carreiras proporciona momentos de autoconhecimento e reflexão sobre interesses, valores, habilidades e possibilidades. Local onde os estudantes são convidados a reconhecer diferentes caminhos e a compreender que escolhas podem ser revistas, transformadas e ressignificadas ao longo da vida.

Esse olhar também amplia o conceito de futuro. Universidade, cursos técnicos, intercâmbio, voluntariado, empreendedorismo e experiências profissionais são algumas das possibilidades apresentadas aos jovens. Quanto maior o repertório, menor a pressão por uma única resposta.

A escola também tem papel importante no acolhimento das emoções que acompanham essa fase. As equipes de Orientação Educacional e Pastoral atuam de forma integrada para oferecer escuta e suporte, especialmente em períodos de maior pressão acadêmica.

Há ainda uma despedida a ser elaborada. A formatura representa não apenas uma conquista, mas o fim de um ciclo de vínculos e experiências. É natural que entusiasmo e insegurança caminhem juntos.

Preparar os jovens para o futuro não significa apenas prepará-los para provas ou para uma profissão. Significa ajudá-los a conhecer a si mesmos, lidar com incertezas, fazer escolhas e compreender que seus caminhos não precisam estar definidos aos 17 ou 18 anos.

Educar para o futuro é, também, ensinar que há tempo para escolher, mudar e recomeçar.

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