Porto Alegre,
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Publicada em 28 de Setembro de 2026 às 18:23
A cada evento climático extremo, os porto-alegrenses contabilizam perdas. São casas alagadas, telhados destruídos por granizo e vento, interrupção no fornecimento de luz e água, entre outros. As consequências vão além de bens materiais, impactando a saúde, a educação, a geração de renda e a mobilidade. É nesse contexto que discussões sobre justiça climática ganham força. Se as pessoas mais vulneráveis foram as que menos contribuíram para o problema, de que forma podemos tratar dos impactos de maneira equitativa? Como podemos adaptar o 4º Distrito para as emergências climáticas, fazendo isso com e para as comunidades de baixa renda?
Projetos de adaptação baseada em comunidades endereçam estes desafios. São espaços de colaboração entre lideranças comunitárias, moradores de vilas, terceiro setor, academia, negócios e poder público. Têm como princípios a descentralização da tomada de decisão, o combate às desigualdades, o investimento em capacidades locais para deixar um legado, a compreensão de riscos climáticos, transparência e corresponsabilização. O resultado pode ser mais eficaz, já que os atores locais conhecem as realidades dos territórios e criam soluções mais eficientes, com custo menor e com mais rapidez.
Os bairros Floresta, São Geraldo, Navegantes, Farrapos e Humaitá agora terão um novo espaço para buscar soluções. O Várzea Lab é um Núcleo de Práticas em Adaptação para pessoas de baixa renda que vai atuar em cinco temas: Alimentação Comunitária, Direito à Cidade, Gestão de Riscos e Desastres, Empreendedorismo Socioambiental e Educação para Sociobiodiversidade. Com espaços físicos abertos à comunidade no Vila Flores e à interação com diversas lideranças comunitárias, servirá como um articulador em busca de soluções.
Nesta terça-feira (29) à noite, no 1º Fórum do Várzea Lab, o programa será lançado, e as primeiras oportunidades de colaboração serão compartilhadas com a comunidade local e cidadãos interessados, num encontro aberto e gratuito. Que este seja um espaço fértil para um futuro resiliente.