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Publicada em 30 de Setembro de 2026 às 18:22

Cuidar é não adiar 

Beatriz Vailati, vice-presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre

Beatriz Vailati, vice-presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre

Unimed/Divulgação/JC
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Beatriz Vailati


Beatriz Vailati

A cada outubro somos lembradas dos cuidados com as nossas mamas. A criação de um mês para chamar a atenção é importante, mas cuidar da saúde das mamas é, antes de tudo, uma atitude permanente, que envolve informação, hábitos de vida, acompanhamento médico e acesso oportuno aos recursos de diagnóstico e tratamento.

Os números ajudam a dimensionar o problema. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano no Brasil no triênio 2026-2028. Na Região Sul, são estimados 12.550 casos anuais, confirmando que o câncer de mama continua sendo um dos principais desafios de saúde para as mulheres brasileiras.

Fatores genéticos, hormonais, gordura corporal, sedentarismo e consumo de álcool são os principais fatores de risco. A maioria deles podemos controlar, estão ao nosso alcance, sob nosso controle, não somente no mês de outubro. Prevenção não significa viver em alerta permanente. É sobre conhecer o próprio corpo, manter o acompanhamento de saúde em dia e compreender que o tempo é aliado do tratamento.

Dessa forma, a atitude mais importante é sair da lógica do medo de fazer os exames de rotina e poder encontrar algo. Se detectarmos precocemente o câncer de mama, quando ainda é pequeno e localizado, há grande diferença no tipo de tratamento e no prognóstico. É por isso que uma política de saúde responsável precisa olhar para toda a jornada da mulher, garantindo acesso a um médico que converse e examine, além de exames de rastreamento de qualidade (mamografia e ecografia mamária). Caso o diagnóstico seja feito, a agilidade no tratamento adequado é fundamental.

Precisamos estimular uma cultura de cuidado permanente e garantir que toda a mulher tenha informação e uma rede de apoio preparada para o acolhimento. É imprescindível dividir essa responsabilidade entre empresas, famílias, profissionais de saúde e organizações para a construção de ambientes abertos ao diálogo e à conscientização. Afinal, cuidar não é esperar outubro chegar. É não deixar a própria saúde para depois.

Vice-presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre

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