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Publicada em 18 de Setembro de 2026 às 14:00

A Têmis sem venda e a ética do julgador: o STF diante do espelho

Roberto Maximiliano Claussen, advogado e mestre em Filosofia pela Pucrs

Roberto Maximiliano Claussen, advogado e mestre em Filosofia pela Pucrs

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Roberto Maximiliano Claussen

A metáfora clássica da Deusa Têmis nos ensina que a Justiça deve ser cega ao poder e surda às conveniências de ocasião. Os pratos da balança pressupõem a equidade; a venda nos olhos garante a imparcialidade. Contudo, no ambiente contemporâneo das cortes constitucionais e, de modo cristalino, no Supremo Tribunal Federal (STF), a venda muitas vezes parece ter sido removida. O juiz deixou de ser o mero "boca da lei" do positivismo tradicional para se tornar um intérprete ativo, cujos valores morais, politicos e ideológicos inevitavelmente tangenciam o ato de julgar.

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