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Publicada em 15 de Setembro de 2026 às 09:00

RS, um Estado condenado ao fracasso

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Darcy Francisco Carvalho dos Santos e Júlio Francisco Gregory Brunet


Nosso Estado, como se não chegassem os problemas climáticos que, por secas ou enchentes, prejudicam nossa principal atividade econômica, a agricultura, existem os negacionistas do desenvolvimento econômico.


Esses negacionistas fazem de tudo para inviabilizar os investimentos produtivos. Foi assim com a Ford, há mais de 25 anos e agora querem impedir um investimento, só equivalente à GM, que modificou totalmente para melhor a cidade de Gravataí, gerando empregos, desenvolvendo outros ramos da atividade econômica, aumentando a arrecadação de impostos, quando passou a ocupar o 4º lugar no ICMS, ficando só atrás de Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul. Refiro à fábrica da CMPC em Barra do Ribeiro, que poderia seguir o exemplo de Guaíba, onde igual  fábrica fez com que o município ocupe  a 5ª posição na arrecadação do ICMS.


Como se isso não bastasse, há problemas na aprovação do projeto de construção do porto de Arroio do Sal, que fica no norte do Estado, porto esse que reduzirá o custo de logística da principal região produtora, evitando que levasse os produtos até o sul do Estado, com todos os problemas  decorrentes do transporte, tais como custo, tempo, poluição e o risco de acidentes. Santa Catarina, com 1/3 da área do RS tem oito portos e nós não podemos ter dois.


Não existem problemas ambientais com a CMPC. Se existissem, eles teriam ocorrido em Guaíba. Para autorizar tem que ouvir 86 associações quilombolas, os indígenas de todo o Estado, inclusive os que residem nas regiões distantes. Tem que ouvir sete mil pescadores de diversas localidades. Dizem que é a lei, mas então outros estados brasileiros possuem leis diferentes? Nada disso, o que está ocorrendo é falta de vontade de aprovar esses projetos.


O Estado do RS tem uma participação dos inativos e pensionistas de 60% da folha de pagamentos e uma alta dívida. Essas e outras despesas são incomprimíveis. Só existe uma solução, que é o aumento da arrecadação, que em hipótese alguma pode vir de aumento de impostos. Precisa vir do desenvolvimento econômico. E para suprir as necessidades do Estado, precisa um nível de investimentos que só pode ser alcançado com aumento real de 20% na arrecadação.  


Nosso Estado era a quarta economia do País, hoje somos a quinta, ficando atrás do Paraná e logo em seguida ficaremos atrás de Santa Catarina. Para isso, basta continuar esses negacionismos.

  

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