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Publicada em 11 de Setembro de 2026 às 14:00
Mayara Bergamo
Volta e meia, uma tecnologia surge com a promessa (ou ameaça) de reorganizar o mercado e a vida como conhecemos. Passado o impacto inicial, fica claro que a mudança é real e exige adaptação, mas não apaga tudo o que já importava antes.
A inteligência artificial é um dos exemplos disso. Segundo o AI Index 2026, de Stanford, a IA generativa atingiu quase 53% de adoção populacional global em três anos, mais depressa do que o computador pessoal e a internet. Agora, ela muda a forma como pesquisamos sobre tudo, incluindo empresas, produtos e serviços.
É aí que entra o GEO, ou Generative Engine Optimization, o conjunto de boas práticas para que marcas sejam compreendidas e citadas pelos mecanismos de IA.
No Brasil, um estudo da ESPM com 552 marcas mostrou que 57% delas não foram citadas por nenhuma das quatro plataformas testadas - ChatGPT, Gemini, Perplexity e Claude - nas perguntas de sua própria categoria. Em respostas que trazem poucas recomendações, não ser citado significa não entrar no radar da decisão.
A ironia disso tudo é que, quanto mais tecnológica e sofisticada fica a busca, mais tradicionais são os critérios que sustentam a confiança. Histórico, transparência e validação de terceiros continuam valendo. O Muck Rack analisou mais de 25 milhões de links citados por essas ferramentas: 84% deles vêm de mídia conquistada e o jornalismo, sozinho, responde por 27% do total de citações.
Nada disso é novidade para quem trabalha com reputação. Clareza, credibilidade e consistência sempre foram o tripé que sustentou a reputação de marcas. O que mudou é que agora existe um intermediário entre a sua empresa e a decisão de compra, e ele lê, em minutos, tudo o que já se publicou sobre você antes de responder, sem dar chance ao contraditório ou abrir espaço para explicação.
No fim, empresas continuam vendendo para pessoas. O GEO não substitui a reputação, ele torna mais visível, para máquinas e humanos, aquilo que uma organização construiu ao longo dos anos.
É sobre essa nova camada que vamos conversar no Let's Marketing 2027. Nos vemos lá?