José Marcolan
No dia 19 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Educador Social, uma data instituída em homenagem ao nascimento de Paulo Freire, patrono da educação brasileira. É um convite para refletirmos sobre o papel de quem escolhe educar e atuar diretamente em realidades marcadas pela vulnerabilidade social.
Falar sobre educação social é, também, falar sobre transformação. É olhar para além dos conteúdos, reconhecendo histórias, acolhendo diferenças e fortalecendo vínculos. Ninguém transforma uma realidade sem primeiro, compreendê-la. A educação social olha para a vida. Ela acontece nas relações e, muitas vezes, nos desafios cotidianos enfrentados por crianças, adolescentes e jovens. O educador social ensina e fomenta a resiliência, tendo como principais instrumentos o afeto, a escuta ativa e a capacidade de reconhecer o potencial de cada pessoa.
Mas o papel de educar não está restrito aos profissionais que atuam diretamente nessa área. De alguma maneira, todos somos educadores na sociedade, pois nossas atitudes, escolhas e formas de nos relacionarmos também ensinam. Para aqueles que nos têm como referência, somos exemplos — e essa responsabilidade está presente nas pequenas ações do cotidiano.
Para muitas crianças e jovens, o educador social pode representar uma das poucas referências positivas e estáveis ao longo de sua trajetória. É justamente por isso que sua presença tem força para influenciar escolhas, ampliar horizontes e abrir novas possibilidades.
Em 2026, a Fundação O Pão dos Pobres celebra 131 anos de história dedicados à proteção, à educação e à formação de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. São mais de 13 décadas reafirmando que cuidar e educar caminham juntos e que nenhuma mudança social acontece sem vínculo, oportunidade e pertencimento.
A instituição reforça que a educação social não pode ser exercida de qualquer maneira. Ela exige preparo, responsabilidade, cuidado e, sobretudo, equipes altamente qualificadas. Por isso, é tão importante que empresas e comunidade — pessoas físicas e jurídicas — continuem engajadas no apoio à Fundação O Pão dos Pobres, contribuindo com recursos financeiros para que esse trabalho realizado junto a crianças, adolescentes e jovens possa continuar.
Gerente Administrativo e Financeiro da Fundação O Pão dos Pobres