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Publicada em 27 de Maio de 2026 às 18:12

CMPC: jogar para ganhar

Beto Albuquerque, presidente do PSB/RS

Beto Albuquerque, presidente do PSB/RS

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Beto Albuquerque

Há momentos em que um Estado precisa decidir se quer apenas administrar suas dificuldades ou se deseja voltar a disputar o futuro.

O Rio Grande do Sul vive hoje um desses momentos. O Projeto Natureza, da CMPC representa um investimento estimado em R$ 27 bilhões. Não se trata apenas de números. Estamos falando de milhares de empregos, aumento de arrecadação, fortalecimento da infraestrutura e criação de oportunidades em um Estado que, há anos, vê talentos indo embora e empresas em dificuldades.

Chega de jogar na retranca quando o assunto é atração de investimentos.

Isso não significa defender qualquer empreendimento a qualquer custo. Existem leis, normas ambientais, órgãos reguladores, comunidades afetadas e exigências técnicas que precisam ser respeitadas. O desenvolvimento sustentável não é detalhe. É condição indispensável.

É notório que o projeto vem, há dois anos, passando por análises rigorosas e atendendo às exigências estabelecidas pelos órgãos competentes. Se ajustes forem necessários, que sejam feitos. É assim que funciona um ambiente institucional sério: com diálogo, fiscalização, transparência e aperfeiçoamento.

O que não podemos aceitar é a cultura do “não” automático, segundo a qual todo grande investimento deve ser tratado como ameaça e não como oportunidade. Um Estado que cria obstáculos para quem deseja investir acaba transmitindo ao Brasil e ao mundo uma mensagem perigosa: aqui, empreender talvez não valha a pena.

E isso cobra um preço alto: a estagnação. Na condição de alguém que conhece a vida pública, afirmo, com tranquilidade: a função da política não é apenas agradar setores aliados da opinião pública escolhendo sempre o caminho mais fácil. Muitas vezes, o caminho mais fácil é o mais equivocado.

A boa política exige coragem para construir pontes, abrir diálogo, ouvir críticas legítimas e buscar consensos. Exige capacidade de enxergar além do próximo ciclo eleitoral.

Se queremos um Estado mais forte e com mais oportunidades para as próximas gerações, não podemos transformar o medo em política pública. 

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