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Publicada em 31 de Maio de 2026 às 18:39

Eleição: segurança exige mais que promessa

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Fernando Silveira de Oliveira

Mais do que retórica, a segurança pública será um dos temas centrais desta eleição e exigirá atenção efetiva e resultados concretos. Não há mais espaço para promessas vazias ou discursos fáceis que não resistem ao cotidiano das pessoas. O cidadão, que sai de casa todos os dias com receio, quer respostas objetivas, presença do Estado e políticas que funcionem na prática. A insegurança não é mais uma questão distante, é um tema urgente que afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas.

De um lado, aparecem experiências frequentemente apontadas como referência, como os casos de Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, onde diferentes estratégias vêm sendo adotadas para reduzir os índices de criminalidade e ampliar a sensação de segurança. São modelos que, mesmo com limitações, demonstram que planejamento, investimento contínuo e gestão eficiente produzem resultados quando há foco, prioridade e continuidade administrativa. O compromisso com o combate à criminalidade, aliado à valorização de políticas públicas e à integração dos diferentes setores de segurança, mostra-se uma alternativa viável para reverter o quadro de insegurança.

De outro lado, cresce a narrativa que defende maior centralização da segurança pública na União, com uma coordenação nacional mais forte. A proposta levanta preocupações, pois a retirada de autonomia dos estados pode significar distanciamento das realidades locais, engessamento das ações e maior concentração de poder em uma estrutura que já enfrenta dificuldades para entregar respostas rápidas e efetivas.

O eleitor está mais atento e menos tolerante. Ele sabe distinguir discurso de ação e não aceita mais soluções improvisadas. Em um País onde o crime organizado atua de forma cada vez mais estruturada, não há espaço para amadorismo, apenas para responsabilidade, firmeza e compromisso com resultados reais. O momento exige medidas eficazes, e a segurança pública não pode ser tratada apenas como promessa de campanha, mas como uma política de Estado que atenda às reais necessidades da população.

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