Dárcio Pinheiro
O Brasil, e em especial o Rio Grande do Sul, atravessa um desafio silencioso que impacta tanto a qualidade de vida da população quanto as finanças do sistema de saúde: o sedentarismo. A ausência de atividade física regular deixou de ser apenas uma questão individual e se tornou um problema coletivo, que pressiona o SUS, compromete a produtividade e reduz a expectativa de vida dos gaúchos.
O Brasil, e em especial o Rio Grande do Sul, atravessa um desafio silencioso que impacta tanto a qualidade de vida da população quanto as finanças do sistema de saúde: o sedentarismo. A ausência de atividade física regular deixou de ser apenas uma questão individual e se tornou um problema coletivo, que pressiona o SUS, compromete a produtividade e reduz a expectativa de vida dos gaúchos.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, seis em cada dez brasileiros não atingem o nível mínimo de exercício recomendado. Esse comportamento está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade e câncer.
No caso do SUS, essas condições estão entre as principais causas de internações e de custos
hospitalares, consumindo recursos que poderiam ser direcionados para a prevenção. O impacto financeiro é expressivo. Estimativas mostram que, apenas com internações decorrentes de complicações ligadas ao sedentarismo, o sistema público de saúde brasileiro gasta bilhões por ano. Mais grave, no entanto, é o custo humano: a perda de anos de vida saudável, a sobrecarga das famílias e a diminuição da capacidade produtiva de milhares de pessoas em idade ativa.
hospitalares, consumindo recursos que poderiam ser direcionados para a prevenção. O impacto financeiro é expressivo. Estimativas mostram que, apenas com internações decorrentes de complicações ligadas ao sedentarismo, o sistema público de saúde brasileiro gasta bilhões por ano. Mais grave, no entanto, é o custo humano: a perda de anos de vida saudável, a sobrecarga das famílias e a diminuição da capacidade produtiva de milhares de pessoas em idade ativa.
A boa notícia é que este é um problema prevenível. Pequenas mudanças na rotina — caminhar, pedalar, praticar esportes comunitários — reduzem significativamente os riscos. Mas, para além da responsabilidade individual, é fundamental que existam políticas públicas que incentivem a atividade física. Cidades planejadas para o pedestre e o ciclista, praças e parques equipados, programas de esporte escolar e comunitário, além de campanhas educativas, são caminhos para mudar essa realidade.
Prevenção é investimento. Cada real aplicado em programas de promoção da saúde gera economia ao evitar tratamentos futuros. O combate ao sedentarismo precisa ser entendido como uma prioridade da agenda pública. É urgente que sociedade, gestores e profissionais da saúde se unam em torno de um objetivo comum: garantir que a população gaúcha viva mais e melhor, com qualidade de vida, autonomia e longevidade. Afinal, promover movimento é também promover futuro.
Médico e palestrante