Roberto Xavier Lopes
Recentemente, a Intuit - uma das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos - anunciou a demissão de aproximadamente 1.800 funcionários, justificando essa medida como parte de uma estratégia para alinhar seus investimentos futuros com áreas-chave como inteligência artificial (IA), dados e atendimento ao cliente. De acordo com o CEO da Companhia, Sasan Goodarzi, essa difícil decisão foi necessária para aumentar a velocidade da inovação e melhorar as experiências dos clientes no atual contexto de mundo em transformação em que vivemos.
Por óbvio, esse movimento tem uma estratégia sólida por trás. Todas as demissões foram direcionadas aos profissionais de baixa performance e que não possuíam habilidades tecnológicas em áreas consideradas vitais para o futuro do negócio. A empresa entende que, para se manter competitiva, precisa recalibrar as habilidades dos seus profissionais.
Curiosamente, enquanto realiza essas demissões, a Intuit, por outro lado, anunciou a contratação imediata de outros 1.800 novos funcionários, que serão inseridos em posições estratégicas para o futuro da empresa. Esses novos colaboradores trarão consigo habilidades especializadas em IA, análise de grandes volumes de dados e em tecnologia de ponta. A intenção é garantir que a empresa se mantenha relevante e competitiva no médio e longo prazos, com uma equipe que esteja alinhada com os desafios e oportunidades do que eles vislumbram no futuro.
A ideia é justamente trabalhar na contratação de pessoas com habilidades conectadas à inteligência artificial e dados, por entender que são essas as skills necessárias para que ela se mantenha protagonista no médio e longo prazos.
Sem a pretensão de entrar na discussão sobre as demissões em massa que vêm acontecendo nas Big Techs, a ideia deste artigo é provocar a reflexão dos executivos sobre esse movimento pontual, que de forma muito clara traz para o centro da discussão esse movimento corporativo em busca de colaboradores com novas habilidades profissionais que parecem ser cada vez mais necessárias.
Seria esse um caso isolado ou o início de um movimento que deve acelerar nos próximos anos, onde habilidades tecnológicas avançadas serão essenciais para o futuro do trabalho?
Empresário e sócio da BetaHauss