Porto Alegre, qui, 03/04/25

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 15 de Agosto de 2024 às 15:21

O futuro das exportações no RS pós-enchente

Luiz Debastiani, fundador da Priority

Luiz Debastiani, fundador da Priority

/Leandro Araújo/Divulgação/JC
Compartilhe:
JC
JC
Luiz Debastiani
Luiz Debastiani
R$ 580 milhões. Este é o valor da queda prevista nas importações e exportações junto ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional Salgado Filho neste ano, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Os prejuízos causados pelas enchentes no Estado, há três meses, ainda repercutem. Elas provocaram bloqueios de estradas, deslizamentos de terra, danificações de pontes e impediram o tráfego de veículos, o que impossibilitou o recebimento e a saída de mercadorias. O transporte aéreo, que seria uma das melhores alternativas para resolver o impasse, também ficou paralisado, uma vez que o principal aeroporto gaúcho foi inundado pela água.
Como empresa caxiense do setor de exportação, a Priority não foi tão impactada quanto as de outras regiões, porém, vários pedidos não foram atendidos, afetando o faturamento. Frente a essa inesperada situação, tomamos algumas medidas para nos adequarmos à realidade.
A companhia exporta produtos para países como Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e República Dominicana. Para isso, utiliza-se o transporte marítimo e aéreo, mas a via terrestre, para o Porto de Santos, é uma alternativa quando os embarques são marítimos.
Com a boa frequência de navios aos países da América Latina e para garantir maior agilidade, o transporte terrestre até o porto também se torna mais viável. Há casos como Bolívia, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile em que o transporte sistemático é rodoviário, seja por exigência do importador ou por não haver um porto.
Antes das enchentes, o transporte aéreo via Aeroporto Salgado Filho era uma rota empregada apenas quando solicitada por clientes. Após a tragédia ambiental, passou-se a recorrer aos aeroportos de Viracopos e de Guarulhos, ambos em São Paulo, enviando os embarques por caminhão até esses locais, onerando, com isso, o custo das exportações em torno de 10%. Por isso, a Priority está na expectativa de que o Aeroporto de Porto Alegre volte a operar normalmente em benefício de todos os exportadores - se depender da Fraport, será reaberto em 21 de outubro, com pista reduzida.
Mesmo diante dessa inflação, a Priority projeta um crescimento de 15% para o segundo semestre de 2024. A empresa oferece uma linha completa de peças de reposição de alta qualidade para veículos pesados. Ao todo, são mais de dez mil artigos, incluindo acessórios, componentes automotivos, itens de eletricidade e eletrônica, partes e peças de motores e sistemas de refrigeração e suspensão.
 
Fundador da Priority
 

Notícias relacionadas

Comentários

0 comentários