Jorge Audy
Nesta semana, realizaremos em Brasília a V Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, na qual discutiremos o futuro da ciência, da tecnologia e da inovação no Brasil. Passaram-se 14 anos desde a última Conferência, foram tempos difíceis nos quais a ciência e a pesquisa foram ignoradas por parcelas da sociedade brasileira.
Perdemos muito tempo, muitas vidas, muitas oportunidades. Mas temos agora o desafio de olhar em frente e aprofundar questões relativas ao papel da ciência no desenvolvimento do País, visando buscar os consensos possíveis entre os diferentes níveis de governo, empresas, universidades e sociedade civil organizada sobre a importância dessas áreas para que nosso País concretize seu futuro de protagonista no cenário social, ambiental e econômico mundial.
Quais serão nossos focos nas áreas tecnológicas e nas áreas de aplicação? A participação de representantes dos diversos segmentos da sociedade é da máxima importância em função da necessidade da geração de consensos, não só sobre a importância da CT&I para o futuro do Brasil como nação autônoma e soberana, mas também as formas e modelos de financiamento e investimento nessas áreas nos setores públicos e privados.
Na Conferência, o presidente Lula deverá lançar o Plano Nacional de Inteligência Artificial para os próximos cinco anos, que visa promover o desenvolvimento, a disponibilização e o uso da IA no Brasil, orientada à solução dos grandes desafios nacionais, sociais, ambientais, econômicos e culturais, de forma a garantir a segurança e os direitos individuais, a inclusão social e a defesa da democracia, a soberania nacional e o desenvolvimento sustentável da nação.
Também na Conferência, iniciaremos a elaboração do Plano Nacional de CT&I para os próximos cinco anos, no qual definiremos as bases para o futuro de nosso País e do nosso papel no complexo contexto global que vivemos. Em nenhum outro tempo na história das nações, a educação e a ciência, a tecnologia e a inovação foram tão importantes para as sociedades, atuando como fatores determinantes do desenvolvimento social, ambiental e econômico. Soberania nacional na contemporaneidade envolve o domínio do ciclo científico e tecnológico bem como sua aplicação nas empresas e na sociedade por meio da inovação.
Professor, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da Pucrs e do Tecnopuc e membro do CCT da presidência da República