Mariana Haddad
Os parques naturais brasileiros atingiram recorde de visitação em 2023. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelas unidades de conservação nacionais, os 156 locais monitorados receberam no ano passado 23,7 milhões de visitantes - um aumento de 15% em comparação com o ano anterior.
Apesar do recorde de visitação, brasileiras e brasileiros ainda visitam pouco os parques disponíveis no país.
A pesquisa Parques do Brasil - Percepções da População, recém-lançada pelo Instituto Semeia, aponta que, de cada três brasileiros e brasileiras, um nunca visitou um parque natural.
A pesquisa também revela que 20% das pessoas entrevistadas afirmaram nunca terem estado em um parque urbano, teoricamente de mais fácil acesso e com entrada gratuita.
Os parques, naturais e urbanos, têm a visitação, ou o uso público, como uma de suas premissas.
Criados com a missão de conservar a biodiversidade brasileira, esses espaços protegem biomas, rios, nascentes e fauna, promovem benefícios para gerações presentes e futuras, e devem estar associados ao desenvolvimento sustentável e ao reconhecimento da diversidade sociocultural do país.
Dessa forma, os parques têm o objetivo primordial de conservar a sociobiodiversidade e permitir o contato das pessoas com a natureza. Mas por que as pessoas ainda visitam pouco os parques no Brasil?
O custo e a distância são as principais barreiras para visitação aos parques naturais, de acordo com a pesquisa.
De todas as pessoas entrevistadas, 42% apontaram o alto custo com o deslocamento, enquanto 31% indicaram o custo com hospedagem e 20% apontaram a distância como impeditivos para visitarem parques naturais.
Apesar de 47% afirmarem que indicariam a experiência a outra pessoa, apenas 44% realizaram uma visita a um parque natural nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Já com relação aos parques urbanos, a distância e a preferência por outras atividades são as principais barreiras - 30% apontaram a distância de casa como impeditivo, enquanto 21% afirmaram que preferem ficar em casa e 14% disseram preferir outros passeios.
De cada cinco pessoas entrevistadas, apenas duas afirmaram ter ido a um parque urbano no mês anterior à pesquisa, e apenas 38% recomendariam a atividade a outras pessoas.
A pesquisa também dá dicas de caminhos para mudar essa realidade.
Tanto para parques urbanos quanto para naturais, foram relatados desconhecimentos sobre as atividades oferecidas, horários de funcionamento e demais informações essenciais à visitação.
Se por um lado existe o aumento da procura, refletida nos recordes de visitação em 2023, por outro, existe uma parcela da população brasileira que ainda não conhece as centenas de espaços onde é possível ter contato com a natureza e desfrutar de seus benefícios.
A partir desta pesquisa, o Instituto Semeia pretende refletir e atuar para incentivar a sociedade a conhecer e valorizar nossos parques.
Para tal, os desafios são inúmeros e diversos, mas é necessário convergir as capacidades de potencialidades do poder público e do setor privado para que, então, as unidades de conservação do nosso país sejam motivo de orgulho para todas e todos.
Apesar do recorde de visitação, brasileiras e brasileiros ainda visitam pouco os parques disponíveis no país.
A pesquisa Parques do Brasil - Percepções da População, recém-lançada pelo Instituto Semeia, aponta que, de cada três brasileiros e brasileiras, um nunca visitou um parque natural.
A pesquisa também revela que 20% das pessoas entrevistadas afirmaram nunca terem estado em um parque urbano, teoricamente de mais fácil acesso e com entrada gratuita.
Os parques, naturais e urbanos, têm a visitação, ou o uso público, como uma de suas premissas.
Criados com a missão de conservar a biodiversidade brasileira, esses espaços protegem biomas, rios, nascentes e fauna, promovem benefícios para gerações presentes e futuras, e devem estar associados ao desenvolvimento sustentável e ao reconhecimento da diversidade sociocultural do país.
Dessa forma, os parques têm o objetivo primordial de conservar a sociobiodiversidade e permitir o contato das pessoas com a natureza. Mas por que as pessoas ainda visitam pouco os parques no Brasil?
O custo e a distância são as principais barreiras para visitação aos parques naturais, de acordo com a pesquisa.
De todas as pessoas entrevistadas, 42% apontaram o alto custo com o deslocamento, enquanto 31% indicaram o custo com hospedagem e 20% apontaram a distância como impeditivos para visitarem parques naturais.
Apesar de 47% afirmarem que indicariam a experiência a outra pessoa, apenas 44% realizaram uma visita a um parque natural nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Já com relação aos parques urbanos, a distância e a preferência por outras atividades são as principais barreiras - 30% apontaram a distância de casa como impeditivo, enquanto 21% afirmaram que preferem ficar em casa e 14% disseram preferir outros passeios.
De cada cinco pessoas entrevistadas, apenas duas afirmaram ter ido a um parque urbano no mês anterior à pesquisa, e apenas 38% recomendariam a atividade a outras pessoas.
A pesquisa também dá dicas de caminhos para mudar essa realidade.
Tanto para parques urbanos quanto para naturais, foram relatados desconhecimentos sobre as atividades oferecidas, horários de funcionamento e demais informações essenciais à visitação.
Se por um lado existe o aumento da procura, refletida nos recordes de visitação em 2023, por outro, existe uma parcela da população brasileira que ainda não conhece as centenas de espaços onde é possível ter contato com a natureza e desfrutar de seus benefícios.
A partir desta pesquisa, o Instituto Semeia pretende refletir e atuar para incentivar a sociedade a conhecer e valorizar nossos parques.
Para tal, os desafios são inúmeros e diversos, mas é necessário convergir as capacidades de potencialidades do poder público e do setor privado para que, então, as unidades de conservação do nosso país sejam motivo de orgulho para todas e todos.
Coordenadora de Conhecimento do Instituto Semeia
Pesquisa realizada no segundo semestre de 2023, com 1.539 entrevistados em dez regiões metropolitanas do Brasil: Brasília, Belém, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.