Lendo a artigo ‘Por que a ciência ambiciona o teletransporte?’, publicado no Jornal do Comércio, edição de 13/12, de autoria do advogado Nei Rafael Filho, recordei que houve no Vaticano evento sobre Cosmogenia, que debateu a origem do Universo. Porém, o debate saiu pela culatra porque em dado momento, um dos cientistas disse que não houve necessidade de um Deus; a energia negativa, a matéria do universo, os astros, planetas, estrelas, originaram-se do “big bang” megaexplosão que criou o Cosmos. Que buscar um Deus é pura perda de tempo. O escorpião picou as costas da capivara ao pedir carona para a travessia do rio. Justificou: é da minha natureza! Os quânticos, que são físicos, querem provar que tudo é energia. Para eles, a energia precedeu a matéria e não existe espírito. O acelerador de partículas na França/Suíça, maior máquina do mundo, projeto de US$ 5 bilhões é a grande esperança deles. Por outro lado, continua o embate da teoria da reencarnação versus ressuscitação versus arrebatamento apocalíptico. Esta lota estádios. Os quânticos entendem que religião é metafísica e querem o Estado positivo do Augusto Comte o mais rápido possível.
Resta saber aonde os dialéticos do materialismo histórico, da vertente Hegel ou da família Marx vão se posicionar; do lado do espiritualismo eles não vão ficar. Vão se unir, possivelmente, aos quânticos. Essa é a suprema luta teórica: um mundo com ou sem Deus?! Vamos colher os resultados do que plantamos hoje. Para o pensamento social libertário, Deus não existe, ponto final. Para o Vaticano, só vai restar a teoria da oração mais ampla possível porque a teoria da cultura da morte foi vencida pelo pensamento social libertário. Caminhamos para a polarização espiritual. Falar em teletransporte é visão de mundo da energia, um mundo sem Deus, onde venceu a quântica.
Bacharel em Direito e MBA em Gestão