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Publicada em 08 de Abril de 2026 às 16:07

Confira quais regiões e produtos gaúchos possuem Indicação Geográfica

Seis das 14 Indicações Geográficas gaúchas são ligadas à produção vitivinícola

Seis das 14 Indicações Geográficas gaúchas são ligadas à produção vitivinícola

Anderson Pagani/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Indicação Geográfica (IG) é um reconhecimento atribuído a determinadas regiões pela notoriedade e tradição na produção de certo produto. No Brasil, as Indicações Geográficas possuem duas categorias: a Denominação de Origem (DO) e a Indicação de Procedência (IP).
Indicação Geográfica (IG) é um reconhecimento atribuído a determinadas regiões pela notoriedade e tradição na produção de certo produto. No Brasil, as Indicações Geográficas possuem duas categorias: a Denominação de Origem (DO) e a Indicação de Procedência (IP).
Indicação de Procedência tem ligação com o "savoir-faire", termo francês para "saber fazer". Significa que a região conquistou reconhecimento ao longo dos anos pela excelência na produção ou fabricação de um produto, ou, então, na prestação de determinado serviço.
Denominação de Origem é um registro concedido quando as condições geográficas – como solo, clima e topografia – garantem qualidades específicas a determinado produto ou serviço. Tem origem no termo francês "terroir", utilizado, principalmente no caso da viticultura, para designar as aptidões agrícolas de uma extensão territorial.
O Rio Grande do Sul possui 14 certificações de Indicação de Procedência ou Denominação de Origem homologados pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) – quase metade (seis) ligados à produção vitivinícola.
  • Altos de Pinto Bandeira: a DO Altos de Pinto Bandeira é a primeira exclusiva para produção espumantes no “novo mundo”. Refere-se ao espumante produzido na faixa de 65 km² entre Pinto Bandeira (76,6%), Farroupilha (19%) e Bento Gonçalves (4,4%), em altitude entre 520 e 770 metros. Os vinhedos são produzidos em espaldeira e exclusivamente com uvas Chardonnay, Pinot Noir ou Riesling Itálico. O espumante natural é elaborado pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa.
  • Pinto Bandeira: a IP de Pinto Bandeira refere-se à área delimitada de 7,9 mil hectares de cultivo de uvas destinadas a vinhos tintos, brancos e espumantes. São autorizadas oito cultivares. Os vinhos produzidos precisam ter, no mínimo, 85% das uvas na área delimitada, assim como o engarrafamento e envelhecimento do vinho.
  • Vale dos Vinhedos: foi a primeira Indicação de Procedência do Rio Grande do Sul, em 2002 e em 2012, com a DO. Já foram mais de 5 milhões de garrafas comercializadas com o selo São 11 empresas habilitadas, em toda a região, no entanto, são 27 empresas do setor na área de até 82 km² entre Bento Gonçalves (60%), Garibaldi (33%) e Monte Belo do Sul (7%).
  • Altos Montes: a IP Altos Montes é uma área contínua entre Flores da Cunha e Nova Pádua, totalizando 173,84 km². São 20 vinícolas associadas, que elaboram vinhos com diferentes cultivares, com destaque para Tannat, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Pinot Noir e Cabernet Franc.
  • Farroupilha: a IP Farroupilha é caracterizada pela uva moscatel. A sua variedade branca, a principal, é única no Brasil.
  • Monte Belo do Sul: o município de Monte Belo do Sul tem a maior produção de uvas per capita do Brasil, A IP foi obtida em 2013 para uma área contínua localizada em Monte Belo e partes de Bento Gonçalves e Santa Tereza, totalizando 56,09 km². São 11 associadas, sendo nove vinícolas, uma fabricante de suco e uma tanoaria, todas com sede em Monte Belo. Os vinhos finos da IP são produzidos em pequenas vinícolas familiares, em volumes baixos.
  • Campos de Cima da Serra: em 2020, a produção do queijo serrano recebeu a homologação da DO. Há uma estimativa de que mais de 1,5 mil produtores elaboram este queijo, mas apenas 20 estão com o selo atualmente. Com isso, 99% da produção ainda é informal. O queijo é elaborado a partir do leite cru, integral e recém ordenhado de vacas de espécie não leiteira, alimentadas exclusivamente com o pasto nativo dos Campos de Cima da Serra.
  • Mel de Melato de Bracatinga: a IP refere-se ao chamado “ouro negro do sul”, o mel produzido a partir de 58,9 mil km² na região do Planalto Sul Brasileiro, entre Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Na macrorregião, fazem parte do bolsão produtor deste mel os produtores de Bom Jesus, Cambará do Sul, Jaquirana, Riozinho, Rolante, São Francisco de Paula e São José dos Ausentes.
  • Chocolate de Gramado: a IP Gramado é uma das mais recentes no Estado, e hoje conta com 5 empresas produzindo o chocolate artesanal dentro dos padrões. Com delimitação ao território do município, inclui diversos formatos de chocolates. Não é permitido o uso de leite em pó, cacau em pó, soro de leite em pó e gordura vegetal ou gordura vegetal hidrogenada. As empresas participantes precisam, necessariamente, ter 100% da produção em Gramado e incluída no selo.
Fonte: INPI

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