* Com Gabrieli Silva
Conheça 15 iniciativas que já se destacam entre as atividades econômicas ou têm projetos com potencial de alavancar o desenvolvimento dessa parte do Rio Grande do Sul. Região concentra importantes setores da indústria gaúcha, com investimentos constantes, e segue avançando em serviços, especialmente voltados ao turismo e à vitivinicultura.
1- Espumantes, vinhos e sucos com a marca da Serra Gaúcha
Com a abertura de mercados após o acordo Mercosul - União Europeia, indicações geográficas e denominações de origem ganham valorização, impulsionando espumantes, vinhos finos e sucos de uva. A Serra Gaúcha é pioneira. São seis regiões produtoras já reconhecidas com este selo de origem. O setor enfrenta ainda um desafio na concorrência com vinhos estrangeiros nas prateleiras, mas aposta em diferenciais, como a qualidade dos sucos produzidos aqui em relação aos europeus.
Cidades: Antônio Prado, Bento Gonçalves, Campestre da Serra, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Farroupilha, Garibaldi, Flores da Cunha, Monte Belo do Sul, Nova Pádua, Pinto Bandeira, São Marcos, Veranópolis
2- Modernização e novos mercados para o setor metalmecânico
Com a queda do tarifaço dos EUA e a concretização do acordo Mercosul - União Europeia, a Serra, que concentra o maior polo metalmecânico do RS, prospecta a retomada de volumes expressivos de exportações de produtos prontos, a abertura de novos mercados e, sobretudo no segmentos de usinagem, ferramentaria e maquinário, abre-se a possibilidade de modernização do parque industrial, com a redução nos custos e importação de máquinas europeias.
Cidades: Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Montenegro, Nova Prata, Veranópolis
3 - Pólo calçadista expande mercados
O Rio Grande do Sul responde por 33% das exportações brasileiras de calçados. E o momento é, justamente, de expandir os horizontes do calçado gaúcho em novos ou consolidados mercados externos. As Regiões do Vale do Paranhana, Serra e Hortênsias concentram quase um quarto da produção gaúcha, e têm como especialidade os calçados em couro, com marcas valorizadas no mercado, tendo a economia circular como um diferencial em relação a outros países produtores.
Cidades: Canela, Farroupilha, Igrejinha, Nova Petrópolis, Parobé, Rolante, Três Coroas
4 - Dos clientes internacionais ao galeto primo canto
Passadas as crises provocadas pela Newcastle e a Gripe Aviária, o setor aviário gaúcho retomou seu espaço no Exterior, inclusive com a reabertura das compras pela China. A chance de entrada na União Europeia abre a possibilidade para a realização de cortes nobres e mais versáteis na produção dos frigoríficos da região e o avanço da produção de ovos. A macrorregião responde por 44% da produção aviária gaúcha e atende a demandas que ganham o mercado em todo o Brasil, como a especialização na produção do chamado “primo canto”.
Cidades: Alto Feliz, Caxias do Sul, Farroupilha, Garibaldi, Montenegro, Morro Reuter, Nova Petrópolis, Presidente Lucena, Salvador do Sul, São Sebastião do Caí, Vacaria
5 - Região se mobiliza por estradas e ferrovia
A necessidade de escoamento da produção industrial e de garantir fluxo facilitado às matérias-primas, além de caminhos abertos para o turismo, tornam a infraestrutura um dos maiores desafios para que a macrorregião ganhe mais competitividade. Volta à pauta a criação de um terminal rodoferroviário em Vacaria. Concessões e duplicações de rodovias estaduais estão na pauta este ano.
Cidades: Bento Gonçalves, Cambará do Sul, Canela, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Farroupilha, Feliz, Gramado, São José dos Ausentes, São Vendelino, Vacaria, Veranópolis
6 - A região dos queijos nobres
A tradição é uma forma eficiente de agregar valor à produção e tornar diferenciada a produção de queijos e laticínios, especialmente entre a Serra e os Campos de Cima da Serra. É isso o que acontece com a produção artesanal do queijo serrano, que tem a denominação de origem aprovada pelo seu modo de produção e a sua região produtora. Mesmo não figurando como uma das principais bacias leiteiras gaúchas, a Serra é o grande polo produtor do queijo e de laticínios considerados mais nobres e com valor agregado pela indústria.
Cidades: São Francisco de Paula, São José dos Ausentes, Jaquirana, Bom Jesus, Carlos Barbosa, Nova Petrópolis, Vacaria, Ipê, Boa Vista do Sul, Taquara, Nova Bassano, Paraí, Guabiju
7 - Hortifruti que movimenta a indústria
Ganha valor a produção de frutas, legumes e hortaliças da região destinadas à produção de doces que ganham espaço, inclusive, no mercado internacional. Em feiras na Europa, por exemplo, é a fruta brasileira, que tem na região um pólo produtor, que encanta os paladares e representa oportunidade de novos negócios.
Ganha valor a produção de frutas, legumes e hortaliças da região destinadas à produção de doces que ganham espaço, inclusive, no mercado internacional. Em feiras na Europa, por exemplo, é a fruta brasileira, que tem na região um pólo produtor, que encanta os paladares e representa oportunidade de novos negócios.
Cidades: Presidente Lucena, Tupandi, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Bento Gonçalves, Farroupilha, Monte Belo do Sul, Santa Maria do Herval, Ipê, São Francisco de Paula, Campestre da Serra, Antônio Prado, Feliz, Nova Petrópolis, Linha Nova, Gramado, Vale Real, Bom Princípio, São José do Hortêncio, Vacaria, Bom Jesus, Muitos Capões, São Sebastião do Caí, Nova Bassano
8 - Conservas e rações tipo exportação
A produção de conservas, desde pepinos até carnes, se tornou uma especialidade entre os vales do Caí e Paranhana, que tem ajudado os municípios da região a ganharem status internacional de produção. Da mesma forma, a produção de rações para o mercado pet evolui na Serra e garante à região referência, especialmente na América Latina.
Cidades: Presidente Lucena, São Sebastião do Caí, Antônio Prado, Garibaldi, Tupandi, Caxias do Sul
9 - Mel é o “ouro negro” da Serra
A produção de mel na região tem selo de qualidade com denominação de origem. O mel de melato de bracatinga, produzido por abelhas que coletam o melato produzido por cochonilhas na árvore bracatinga, e não do néctar das flores, é conhecido como o “ouro negro”, prodzido entre o Paraná, Santa Catarina, os Campos de Cima da Serra e a Serra Gaúcha. Cada vez mais valorizado, pode ganhar com a abertura para o mercado europeu.
Cidades: Cambará do Sul, Jaquirana, Bom Jesus, São Francisco de Paula, São José dos Ausentes, Vacaria, Taquara, Santa Maria do Herval
10 - Chocolate artesanal ganha com o turismo
Reconhecido com selo de denominação de origem, o chocolate artesanal de Gramado conta, atualmente, com cinco fábricas produzindo com a certificação. E para agregar valor a este produto único, as empresas apostam nas visitações e experiências de turismo dentro das suas produções, a exemplo do que acontece com o enoturismo.
Cidade: Gramado, Canela
11 - Polo moveleiro
O Rio Grande do Sul reúne 2,4 mil indústrias de móveis. Cerca de 300 ficam no polo moveleiro de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, que também inclui as cidades de Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza. O setor sentiu o tarifaço dos Estados Unidos, maior mercado para as exportações gaúchas, e projeta retomada com a redução das tarifcas aplicadas sobre móveis do Brasil.
Cidade: Bento Gonçalves, Tupandi, Gramado
12 - Aeroportos regionais
A aviação regional na Serra Gaúcha opera hoje em múltiplas camadas: aeroportos com voos comerciais regulares, aeródromos voltados à aviação executiva e formação de pilotos, além de projetos estruturantes que prometem reposicionar o papel da região no mapa logístico do Rio Grande do Sul. O principal é o novo aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul, cujas obras devem começar ainda em 2026.
Cidade: Bento Gonçalves, Canela, Caxias do Sul, Nova Prata, Veranópolis, Vacaria
13 - Investimento em novos hotéis
A Região das Hortênsias, com Gramado e Canela, e o Vale dos Vinhedos, incluindo Bento Gonçalves e Garibaldi, são os pontos da Macrorregião da Serra que mais atraem turistas. Esse movimento também chama grandes investimentos em hotéis e complexos turísticos. É o caso do Sirena Gramado, empreendimento que prevê investimento de R$ 1,2 bilhão e inaguruação da primeira fase do projeto em 2027.
Cidade: Bento Gonçalves, Canela, Garibaldi, Gramado
14 - Expansão do enoturismo
Para além da produção de sucos de uva, vinhos e espumantes, tem crescido exponencialmente nas últimas décadas o enoturismo, isto é, a atração de visitantes que buscam experiências relacionadas à produção e à apreciação de vinhos. Alem de fomentar o agro, com a produção de uva; a indústria na fabricação de sucos, vinhos e espumantes; a vitivinicultura impulsiona o setor de serviços, especialmente em gastronomia e hotelaria.
Cidade: Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Garibaldi, Pinto Bandeira, Antônio Prado, Veranópolis, Monte Belo do Sul, São Marcos, Flores da Cunha, Nova Pádua, Carlos Barbosa
15 - Saúde e inovação
A Macrorregião da Serra tem uma indústria forte, mas o setor de serviços ganha cada vez mais espaço. Além do turismo, a saúde e a inovação são dois destaques. Há expansão de hospitais privados e filantrópicos em Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Canela e Nova Prata. Em inovação, parques tecnológicos e startups avançam sobre o guarda-chuva de universidades, que também lançam cursos em sintonia com o mercado.
Cidade: Bento Gonçalves, Canela, Caxias do Sul, Nova Prata