A população das cidades do Litoral Norte cresceu cerca de 25% entre o Censo de 2010 e 2021. As migrações para a região já haviam aumentado no levantamento anterior em relação ao ano 2000. Assim, o desafio local é maior.
Além de ampliar os serviços de abastecimento d’água e de coleta e tratamento de esgoto para os já residentes, as cidades dessa porção do Estado precisam dar conta da demanda crescente dos novos moradores. É nesse sentido que a Corsan/Aegea tem investido na faixa costeira do Rio Grande do Sul, com obras estratégicas entre Imbé, Tramandaí e Torres.
Ao todo, estão sendo investidos R$ 102 milhões em esgotamento sanitário na Região. As obras incluem ampliação, modernização e reestruturação das estações de tratamento de esgoto Mampituba, em Torres, e Guarani, em Capão da Canoa, e construção das ETEs Imbé e Cidreira. Assim como a execução de elevatórias de bombeamento de esgoto e mais de 50 km de redes coletoras e ramais de ligação do sistema da Companhia às residências.
"Para a Corsan, o Litoral Norte representa uma prioridade operacional e estratégica dentro do plano de saneamento, por razões ambientais, sociais e econômicas, para a qualidade de vida da população residente e dos veranistas, e para atender o crescimento populacional da região nos últimos anos, a fim de promover desenvolvimento sustentável econômico e social, turismo e valorização urbana", afirma a assessoria de empresa da Companhia.
A maioria dos municípios deste recorte do Rio Grande do Sul não forneceu informações sobre coleta e tratamento de esgoto ao Sinisa. Nos cinco que informaram suas taxas, é possível ver disparidades: enquanto Tramandaí coleta mais de 100% do esgoto gerado (provavelmente devido a uma dissonância entre a população oficial e a verdadeiramente residente) e Capão da Canoa 84,2%, Cidreira e Xangri-Lá atendem, respectivamente, a 64,9% e 50,6% do volume. Torres, na contramão, tem apenas 1,9% do esgoto coletado.
O problema, entre elas, está no tratamento do esgoto. De todo o volume gerado, apenas Tramandaí trata mais da metade (60,3%). O pior desempenho está, novamente, em Torres, com 8%. No abastecimento d’água, os indicadores são, em sua maioria, positivos. No entanto, duas cidades atendem menos da metade da sua população com o serviço: Palmares do Sul (29,7%) e Mostardas (14,3%).