Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 06 de Maio de 2026 às 15:18

Mapa aponta oportunidades de desenvolvimento para Macrorregião Central do RS

Mapa de oportunidades da Região Central do RS em 2026

Mapa de oportunidades da Região Central do RS em 2026

Arte/JC
Compartilhe:
Ana Stobbe e Eduardo Torres
* Com Gabrieli Silva

Conheça 16 iniciativas que já se destacam entre as atividades econômicas ou têm projetos com potencial de alavancar o desenvolvimento dessa parte do Rio Grande do Sul.
* Com Gabrieli Silva
Conheça 16 iniciativas que já se destacam entre as atividades econômicas ou têm projetos com potencial de alavancar o desenvolvimento dessa parte do Rio Grande do Sul.
1 - A construção redesenhada
Se no ano seguinte à enchente de 2024 a faixa central do Estado, especialmente o Vale do Taquari, registrava um fenômeno de migração populacional dentro da própria região (inclusive inflacionando o mercado de aluguéis), agora, dois anos depois da tragédia climática, a região vira um canteiro de obras, com quase 2,5 mil novas moradias em construção. Isso aquece toda a cadeia da construção das cidades e redesenha a ocupação territorial – com modelos construtivos mais resilientes – e a própria economia regional.
Municípios: Estrela, Lajeado, Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio, Encantado, Muçum, Roca Sales, Rio Pardo, Venâncio Aires, Santa Maria
2 - Concessões e novos projetos rodoviários
Se a região é redesenhada, o papel da logística, principalmente rodoviária, é essencial para trazer com a transformação investimentos que aqueçam a economia. Em Estrela, por exemplo, a duplicação da BR-386 criou um novo e muito valorizado corredor logístico; em Cachoeira do Sul, a reforma da Ponte do Fandango cria um elo para a cadeia logística do agro; e, entre Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul e Vera Cruz, a duplicação da RSC-287 representará maior competitividade à indústria do tabaco.
Municípios: Estrela, Cachoeira do Sul, Marques de Souza, Lajeado, Cruzeiro do Sul, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Santa Maria, Jari
3 - Potenciais hidroviário e ferroviário adormecidos
Protagonistas em tempos de maior variação de modais logísticos, regiões como o Porto de Estrela ou os ramais ferroviários de Santa Maria mantêm alto potencial para o escoamento da economia da faixa central do Rio Grande do Sul e se apresentam como de grande interesse para os setores empresariais da região. No entanto, ainda não há informações concretas sobre as suas valorizações e recuperações em eventuais novos planos de concessão de trilhos e hidrovias.
Municípios: Santa Maria, Estrela, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Cacequi
4 - Aviação
A malha aérea das Regiões Central, Vale do Taquari, Vale do Rio Pardo, Vale do Jaguari e Jacuí Centro é formada por uma rede pulverizada de aeródromos de pequeno e médio porte, com baixa presença de voos comerciais regulares. Na prática, essas estruturas operam como suporte à economia regional, atendendo principalmente à aviação executiva, aeromédica e, com forte peso, à aviação agrícola. Em áreas de produção intensiva, as pistas são base para pulverização, monitoramento de lavouras e resposta rápida a eventos climáticos.
Municípios: Santa Maria, Cachoeira do Sul, Encantado, Lajeado, Estrela 
5 - Duplicação da BR-290
A duplicação da rodovia BR-290, no trecho entre Eldorado do Sul e Pantano Grande, avança de forma desigual e ainda sem horizonte claro de conclusão integral. Considerada estratégica para a logística do Rio Grande do Sul, a rodovia é um dos principais eixos de escoamento da produção agrícola do oeste gaúcho em direção ao Porto de Rio Grande.
Municípios: Pantano Grande
 
6 - Cadeia integrada e modernizada do tabaco impulsiona exportações
O tabaco processado e também o industrializado estão entre os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Sul, e coloca municípios como Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Vera Cruz nas principais posições entre as cidades gaúchas que negociam com outros países. Com o acordo entre União Europeia e Mercosul, a indústria local aposta na inovação, desde a produção no campo até a destinação ao mercado como diferencial competitivo.
Municípios: Venâncio Aires, Candelária, Vale do Sol, Santa Cruz do Sul, Arroio do Tigre, Vera Cruz, Agudo, Santiago
7 - Versatilidade de usos garante o avanço da silvicultura
Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, é o município com maior área de florestas plantadas no RS, e sintetiza bem a versatilidade do setor na faixa central do Estado. A variedade vai desde o plantio de eucaliptos para abastecer o avanço na produção de celulose até o pinus, que abastece o setor madeireiro e, com seus resíduos, gera energia a partir dos pellets, que abastecem setores como o fumageiro e o aquecimento residencial na Europa.
Municípios: Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Pantano Grande, Taquari, Cacequi
8 - Demanda por biocombustíveis incentiva produção local
Com o cenário de instabilidade do petróleo, a partir da guerra no Oriente Médio, abre-se a oportunidade para o aumento da demanda por biocombustíveis. Fica justamente na faixa central do Estado, em Santiago, a primeira usina de produção de etanol a base de trigo do Brasil. Em Cachoeira do Sul, a Cargill investe para produzir biodiesel a partir da soja, e o momento mostra-se também favorável a projetos como o da Folhito, em Estrela, para a produção de biometano como combustível a partir dos resíduos da agroindústria da região.
Municípios: Santiago, Cachoeira do Sul, Estrela
9 - Grãos são termômetro da economia regional
Com quatro anos sucessivos de quebras e dificuldades climáticas – incluindo os obstáculos da enchente –, a redução dos ganhos com a soja refletiu-se no PIB da faixa central do Rio Grande do Sul, que perdeu participação em relação ao Estado, conforme os dados de 2023. No setor arrozeiro, o quadro de dificuldades nos últimos anos também foi agravado pelas fortes chuvas. Em 2026, porém, ambas as culturas buscam alternativas que podem representar oportunidade de crescimento. No caso da soja, o plantio tardio deu novo fôlego aos produtores, e no arroz, a alternativa é o investimento na maior industrialização da produção, para gerar valor agregado.
Municípios: Tupanciretã (soja), Cachoeira do Sul (soja, arroz), Júlio de Castilhos (soja), São Sepé (soja, arroz), Rio Pardo (soja), Capão do Cipó (soja), Santiago (soja), Restinga Sêca (arroz), Cacequi (arroz), São Vicente do Sul (arroz), Formigueiro (arroz)
10 - As uvas dos vales
A variação de clima e solo entre as regiões da faixa central do RS rendem oportunidades em produções rurais nobres e de grande valor agregado para a economia regional. Um dos casos é da plantação de uva. E aí, o espectro é dos mais variados possíveis. Se no Alto Taquari há terreno propício para uvas Concord, consideradas as melhores do mundo para sucos, no sul do Vale do Rio Pardo o terreno é das uvas viníferas, que abastecem vinhos finos para a alta gastronomia.
Municípios: Encruzilhada do Sul, Dois Lajeados, Cacequi, Vespasiano Corrêa, Roca Sales
 
11 - Proteína animal em alta no exterior
Com o mercado externo aquecido para a produção suína gaúcha, o que agora abre portas fora do País é a produção de carne bovina da faixa central do Estado, com projetos de produção de carnes nobres e ambientalmente responsáveis, como tem estimulado a Cotrijuc em uma política de variação da sua produção. O setor de proteína animal na região ainda tem destaque entre os laticínios e, em ritmo crescente, a produção avícola. Um desafio para o setor é a necessidade de mão de obra, o que, inclusive, impede algumas produções, como da Dália, em Encantado, de fabricar produtos com maior valor agregado.
Municípios: Santiago (bovino), São Francisco dde Assis (bovino), Cachoeira do Sul (bovino), Cacequi (bovino), São Sepé (bovino), Júlio de Castilhos (bovino), Pantano Grande (bovino), Santa Maria (bovino), Estrela (leite, suíno), Teutônia (leite, suíno), Anta Gorda (leite, suíno), Arroio do Meio (leite, frango, suíno), Vespasiano Corrêa (leite), Encantado (leite, suíno), Passo do Sobrado (leite), Doutor Ricardo (leite), Westfália (frango), Fazenda Vilanova (frango), Lajeado (frango, suíno), Taquari (frango), Cruzeiro do Sul (frango), Santa Cruz do Sul (frango, suíno), Rio Pardo (frango), Pouso Novo (suíno), Muçum (suíno)
 
12 - Indústria de alimentos investe e ganha mercados
Uma das principais vocações da economia regional é a produção de alimentos, especialmente em relação a doces e bebidas. Setores que vivem momentos de grande investimento para agradar paladares e avançar no mercado. Entre as bebidas, há aumento de produção e ganhos logísticos. Nos doces, há protagonismo nas exportações e conquista de espaço no mercado nacional.
Municípios: Lajeado, Paverama, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Arroio do Meio

13 - A região dos azeites de qualidade
O Rio Grande do Sul também é o grande produtor de azeite do Brasil, concentrando 75% da produção de azeitonas do País. Neste ano, a projeção é colher 300 mil toneladas de azeitonas e produzir até 1 milhão de litros de azeite. A maior área de plantio e produção de azeites do Estado fica em Cachoeira do Sul.
Municípios: Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul, São Sepé, Restinga Sêca, Pantano Grande
 
14 - A noz-pecã brasileira

O Rio Grande do Sul é responsável por 80% da produção de noz-pecã no Brasil. Para 2026, a expectativa é de supersafra, após frustrações climáticas nos anos anteriores. A colheita, que iniciou em abril, seguirá até o início do inverno, sendo esperado um volume superior a 8 mil toneladas.
Municípios: Cachoeira do Sul, Anta Gorda, Santa Maria, Taquari, Rio Pardo

15 - A tradição da erva-mate

A tradição da produção de erva-mate no Vale do Taquari, que lidera desde a quantidade das folhas colhidas até a presença no mercado internacional do mate, tende a receber mais um aditivo para a sua valorização, com a possibilidade de receber a identificação geográfica pelas suas características próprias de cultivo e produção. Caso se concretize, será a segunda região gaúcha com esse reconhecimento.
Municípios: Venâncio Aires, Encantado, Arvorezinha, Putinga, Anta Gorda
 
16 - Ensino Superior
Para enfrentar o desafio demográfico e reter jovens, cidades da Região Central do Estado apostam no papel das universidades como atrativo para a permanência. Polos acadêmicos já conhecidos estão em Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Lajeado. Cachoeira do Sul também tem ganhado protagonismo, com unidades da UFSM, da Uergs e da Ulbra. As instituições de ensino superior também realizam conexões e projetos de extensão nas comunidades onde estão inseridas.
Municípios: Santiago, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Sobradinho, Venâncio Aires, Encantado

Notícias relacionadas