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Publicada em 26 de Abril de 2026 às 00:25

Duplicações redesenho econômico da Macrorregião Central do Rio Grande do Sul

Concessionária Rota Santa Maria iniciou dois trechos no primeiro trimestre, com entrega prevista para 2027

Concessionária Rota Santa Maria iniciou dois trechos no primeiro trimestre, com entrega prevista para 2027

/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Dois trechos nevrálgicos da logística regional no Rio Grande do Sul, já operados por concessionárias, avançam após os estragos provocados pelas cheias de 2023 e 2024. Na BR-386, o primeiro trecho duplicado pela ViaSul fica justamente no Vale do Taquari. Foram 20,3 quilômetros entre Marques de Souza e Lajeado, concluindo um montante de R$ 446 milhões em mais de quatro anos, que resultaram em caminho aberto – ao menos neste trecho – para o fluxo da safra que vem do Norte do Estado e, pela BR-386, chega até a Região Metropolitana. Além de essencial para potencializar, por exemplo, um novo polo logístico no Estado, em Estrela.
Dois trechos nevrálgicos da logística regional no Rio Grande do Sul, já operados por concessionárias, avançam após os estragos provocados pelas cheias de 2023 e 2024. Na BR-386, o primeiro trecho duplicado pela ViaSul fica justamente no Vale do Taquari. Foram 20,3 quilômetros entre Marques de Souza e Lajeado, concluindo um montante de R$ 446 milhões em mais de quatro anos, que resultaram em caminho aberto – ao menos neste trecho – para o fluxo da safra que vem do Norte do Estado e, pela BR-386, chega até a Região Metropolitana. Além de essencial para potencializar, por exemplo, um novo polo logístico no Estado, em Estrela.
Caminho semelhante acontece na RSC-287, que cruza os Vales do Rio Pardo, Taquari e a Região Central do Estado. Depois de finalizar no começo do ano a duplicação dos primeiros 14 quilômetros entre Tabaí e Taquari (10 km), e no trecho urbano de Santa Cruz do Sul (4 km), com um investimento de R$ 125 milhões, a concessionária Rota Santa Maria iniciou no primeiro trimestre deste ano, com previsão de entrega ao longo do próximo ano, outros dois trechos, totalizando 30 quilômetros e outros R$ 240 milhões em investimentos entre Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul (20 km) e entre Santa Cruz do Sul e Vera Cruz (10 km).
“É o trecho de maior volume de tráfego e, hoje, de maior acidentalidade na região, especialmente em relação à força da produção e das indústrias do tabaco na região. Temos uma rodovia duplicada e em condições de resiliência adaptadas à nova realidade do Rio Grande do Sul após as cheias”, afirma o diretor geral da Rota Santa Maria, Leandro Conterato.
Nos últimos anos, com o estrago deixado pela enchente, a expectativa da concessionária de crescimento no fluxo de veículos e cargas na RSC-287 foi frustrada. “Desde as cheias, a rodovia tem passado por muitas obras, máquinas na pista, algumas interrupções de tráfego momentâneas. O tráfego de longo curso acaba optando por vias como a BR-290. Mas estamos no coração de uma região que tem se desenvolvido muito, especialmente neste segundo trecho a ser duplicado, então, a nossa projeção é de que este movimento retorne e que, inclusive, novos investimentos sejam atraídos ao eixo da RSC-287 a partir das melhorias”, comenta.
Severamente atingida pelas enxurradas de dois anos seguidos, as melhorias da RSC-287 não se limitam a ações de duplicação. Paralelamente, acontecem obras de recuperação e adaptação dos trechos mais atingidos pela catástrofe. Dois desses, em pontes sobre arroios de Paraíso do Sul e Santa Maria, as obras já tiveram a primeira fase concluída e, no caso do Arroio Grande, em Santa Maria, a segunda fase já envolve a entrega de uma nova ponte, duplicada.
Ainda em 2025, o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) aprovou um primeiro repasse de R$110 milhões à concessionária como reequilíbrio pelas obras não previstas originalmente em contrato. Até março, não havia acontecido nenhum repasse de valor pelo Fundo. E neste ano, o plano da Rota Santa Maria é levar adiante outros dois trechos críticos que precisam ser readaptados. Como ainda não há consenso, as obras ainda não iniciaram. Trata-se de reconstrução da rodovia em Candelária e na Vila Mariante, em Venâncio Aires.
“Nosso plano era iniciar essas obras no segundo trimestre, envolvendo aumento das cotas de inundação das pistas, aterros em rocha e revisão de projetos de drenagem, além de novas pontes, com estruturas mais resilientes, antes não previstas”, explica Conterato.

Outros projetos rodoviários na região

  • Novo traçado da BR-392: há obras em andamento no trecho urbano de Santa Maria, e há esperança de que a licitação para que a obra, entre Santa Maria e a região das Missões, seja lançada em 2027. O plano é construir 223 quilômetros de rodovia, entre cinco lotes, com custo estimado em R$ 1,6 bilhão.
  • Bloco 2 de concessões estaduais: o leilão para a concessão do Bloco 2 de rodovias estaduais está previsto para 10 de junho. Estão incluídas três rodovias no Vale do Taquari: ERS-128 (Via Láctea), ERS-129 e ERS-130.

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