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Publicada em 29 de Maio de 2026 às 10:25

Presidente do Hospital de Clínicas de Ijuí cita saúde, lazer e valorização da região como pilares para desenvolvimento do Norte gaúcho

Douglas Prestes Uggeri argumenta que "não cresce quem não acredita em si mesmo"

Douglas Prestes Uggeri argumenta que "não cresce quem não acredita em si mesmo"

Dani Barcellos/Especial/JC
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Gabriel Margonar
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A força econômica de uma região não depende apenas de estradas, indústrias ou produção agropecuária. Para o presidente do Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI), Douglas Prestes Uggeri, saúde, educação e qualidade de vida têm papel igualmente decisivo na capacidade de atrair investimentos e reter população. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (28), durante o painel do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio em Ijuí.

Realizado na sede da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Ijuí, o encontro reuniu lideranças empresariais e políticas das 11 microrregiões que compõem a Macrorregião Norte do Estado para discutir os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento regional. Além de Uggeri, participaram do debate o diretor industrial e de produto da Kepler Weber, Fabiano Schneider, e o diretor-executivo do Costana Frontier Resort, Vando Knob Hartmann. A mediação foi do editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling.

LEIA TAMBÉM: Saúde, educação e turismo são oportunidades para a Macrorregião Norte

Ao apresentar a trajetória recente do HCI, Uggeri defendeu que hospitais deixaram de ser apenas equipamentos de assistência para se tornarem ativos estratégicos para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, nenhuma região consegue atrair empresas, profissionais qualificados ou novos investimentos sem oferecer uma estrutura robusta de saúde e educação.

"Para a pessoa querer investir numa região, ela precisa ter, primeiro, saúde e educação. Nós somos a retaguarda para esse crescimento. Os empresários, agricultores e trabalhadores movimentam a economia. Mas, se uma região quer atrair investimentos, ela precisa oferecer estrutura para que essas pessoas vivam e trabalhem aqui", afirmou

O dirigente destacou a transformação promovida pela instituição nos últimos anos. Conforme explicou, o antigo Hospital de Caridade passou por um processo de modernização que elevou sua capacidade de atendimento e consolidou o papel do HCI como referência regional. Atualmente, o hospital atende uma área que abrange 283 municípios e cerca de 3,6 milhões de habitantes, o equivalente a mais da metade da população gaúcha.

Na avaliação de Uggeri, a formação de profissionais também se tornou uma das principais contribuições da instituição para o desenvolvimento regional. O dirigente chamou atenção para a escassez de mão de obra qualificada na área da saúde e destacou a ampliação dos programas de residência médica e multiprofissional.

"O maior problema que a gente tem hoje é mão de obra, e mão de obra qualificada. Não basta formar médicos. Precisamos formar fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos e outros profissionais que vão sustentar o crescimento da saúde e da própria região", observou.

Segundo ele, mais de 90 profissionais das áreas não médicas realizam especializações atualmente no hospital, além de mais de 40 médicos em formação. O objetivo é criar condições para que esses profissionais permaneçam na região após a conclusão dos cursos.

Uggeri também ressaltou os investimentos recentes em tecnologia e infraestrutura. Entre eles, a aquisição de um equipamento PET-CT, voltado ao diagnóstico por imagem, além da ampliação de serviços já oferecidos pelo hospital, como oncologia, cardiologia e exames de alta complexidade.

Além da dimensão assistencial, o presidente do HCI enfatizou o impacto econômico gerado pela instituição. Com cerca de 1,5 mil funcionários, o hospital é atualmente o segundo maior empregador de Ijuí, atrás apenas da prefeitura. “Se tirar o HCI da região, como é que fica a hotelaria, a farmácia, a moradia? Toda uma estrutura gira em torno do hospital. Somos uma máquina propulsora de investimentos”, argumentou.

Um dos projetos destacados durante o painel foi a construção do Hospital da Criança Maurício de Sousa. A nova estrutura prevê investimento de R$ 36 milhões, sendo R$ 30 milhões em obras e R$ 6 milhões em equipamentos. Segundo Uggeri, o objetivo é reduzir a necessidade de deslocamento de crianças da região para centros como Porto Alegre, Santa Maria e Passo Fundo, especialmente em tratamentos oncológicos.

"Hoje qualquer criança de Ijuí que precise de tratamento oncológico precisa ir para outros municípios. O que queremos é oferecer esse atendimento aqui. Não existe futuro, não existe a nossa região crescer se nós não investirmos no tratamento e no cuidado das nossas crianças", disse.

Ainda, ao abordar os desafios da Macrorregião Norte, Uggeri foi além da discussão sobre infraestrutura e mercado de trabalho. Para ele, um dos principais obstáculos ao desenvolvimento está na própria percepção que os moradores têm da região.

"Nós não acreditamos em nós mesmos. Muitas vezes valorizamos mais aquilo que está fora do que o que temos aqui. Não cresce quem não acredita em si mesmo. Não cresce quem não pensa que a sua região é a melhor”, concluiu.

Segundo Uggeri, o desafio é criar condições para que os jovens permaneçam na região. Além de universidades e empregos, ele defendeu a ampliação de opções de lazer, entretenimento e convivência, fatores que considera fundamentais para evitar a saída de talentos para outros centros urbanos.
A força econômica de uma região não depende apenas de estradas, indústrias ou produção agropecuária. Para o presidente do Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI), Douglas Prestes Uggeri, saúde, educação e qualidade de vida têm papel igualmente decisivo na capacidade de atrair investimentos e reter população. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (28), durante o painel do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio em Ijuí.

Realizado na sede da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Ijuí, o encontro reuniu lideranças empresariais e políticas das 11 microrregiões que compõem a Macrorregião Norte do Estado para discutir os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento regional. Além de Uggeri, participaram do debate o diretor industrial e de produto da Kepler Weber, Fabiano Schneider, e o diretor-executivo do Costana Frontier Resort, Vando Knob Hartmann. A mediação foi do editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling.

LEIA TAMBÉM: Saúde, educação e turismo são oportunidades para a Macrorregião Norte

Ao apresentar a trajetória recente do HCI, Uggeri defendeu que hospitais deixaram de ser apenas equipamentos de assistência para se tornarem ativos estratégicos para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, nenhuma região consegue atrair empresas, profissionais qualificados ou novos investimentos sem oferecer uma estrutura robusta de saúde e educação.

"Para a pessoa querer investir numa região, ela precisa ter, primeiro, saúde e educação. Nós somos a retaguarda para esse crescimento. Os empresários, agricultores e trabalhadores movimentam a economia. Mas, se uma região quer atrair investimentos, ela precisa oferecer estrutura para que essas pessoas vivam e trabalhem aqui", afirmou

O dirigente destacou a transformação promovida pela instituição nos últimos anos. Conforme explicou, o antigo Hospital de Caridade passou por um processo de modernização que elevou sua capacidade de atendimento e consolidou o papel do HCI como referência regional. Atualmente, o hospital atende uma área que abrange 283 municípios e cerca de 3,6 milhões de habitantes, o equivalente a mais da metade da população gaúcha.

Na avaliação de Uggeri, a formação de profissionais também se tornou uma das principais contribuições da instituição para o desenvolvimento regional. O dirigente chamou atenção para a escassez de mão de obra qualificada na área da saúde e destacou a ampliação dos programas de residência médica e multiprofissional.

"O maior problema que a gente tem hoje é mão de obra, e mão de obra qualificada. Não basta formar médicos. Precisamos formar fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos e outros profissionais que vão sustentar o crescimento da saúde e da própria região", observou.

Segundo ele, mais de 90 profissionais das áreas não médicas realizam especializações atualmente no hospital, além de mais de 40 médicos em formação. O objetivo é criar condições para que esses profissionais permaneçam na região após a conclusão dos cursos.

Uggeri também ressaltou os investimentos recentes em tecnologia e infraestrutura. Entre eles, a aquisição de um equipamento PET-CT, voltado ao diagnóstico por imagem, além da ampliação de serviços já oferecidos pelo hospital, como oncologia, cardiologia e exames de alta complexidade.

Além da dimensão assistencial, o presidente do HCI enfatizou o impacto econômico gerado pela instituição. Com cerca de 1,5 mil funcionários, o hospital é atualmente o segundo maior empregador de Ijuí, atrás apenas da prefeitura. “Se tirar o HCI da região, como é que fica a hotelaria, a farmácia, a moradia? Toda uma estrutura gira em torno do hospital. Somos uma máquina propulsora de investimentos”, argumentou.

Um dos projetos destacados durante o painel foi a construção do Hospital da Criança Maurício de Sousa. A nova estrutura prevê investimento de R$ 36 milhões, sendo R$ 30 milhões em obras e R$ 6 milhões em equipamentos. Segundo Uggeri, o objetivo é reduzir a necessidade de deslocamento de crianças da região para centros como Porto Alegre, Santa Maria e Passo Fundo, especialmente em tratamentos oncológicos.

"Hoje qualquer criança de Ijuí que precise de tratamento oncológico precisa ir para outros municípios. O que queremos é oferecer esse atendimento aqui. Não existe futuro, não existe a nossa região crescer se nós não investirmos no tratamento e no cuidado das nossas crianças", disse.

Ainda, ao abordar os desafios da Macrorregião Norte, Uggeri foi além da discussão sobre infraestrutura e mercado de trabalho. Para ele, um dos principais obstáculos ao desenvolvimento está na própria percepção que os moradores têm da região.

"Nós não acreditamos em nós mesmos. Muitas vezes valorizamos mais aquilo que está fora do que o que temos aqui. Não cresce quem não acredita em si mesmo. Não cresce quem não pensa que a sua região é a melhor”, concluiu.

Segundo Uggeri, o desafio é criar condições para que os jovens permaneçam na região. Além de universidades e empregos, ele defendeu a ampliação de opções de lazer, entretenimento e convivência, fatores que considera fundamentais para evitar a saída de talentos para outros centros urbanos.

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