Porto Alegre,

Publicada em 30 de Setembro de 2026 às 11:47

Navios, monoboias e dutos: como funciona a operação da Transpetro no Litoral Norte

Operação envolve diferentes modais, com a conexão entre o transporte marítimo, armazenagem e o sistema dutoviário

Operação envolve diferentes modais, com a conexão entre o transporte marítimo, armazenagem e o sistema dutoviário

TRANSPETRO/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Quem olha para o horizonte de Tramandaí e vê os grandes navios ao largo da costa pode não imaginar o que acontece sob a superfície do mar. É ali, por meio de duas monoboias, que começa uma operação logística responsável por receber petróleo e outros produtos que abastecem parte da cadeia industrial do Rio Grande do Sul. A carga é transferida dos navios para dutos submarinos, percorre quilômetros até o Terminal de Osório (Tedut) e, dali, segue principalmente para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e para o polo petroquímico da Braskem, em Triunfo.

Quem olha para o horizonte de Tramandaí e vê os grandes navios ao largo da costa pode não imaginar o que acontece sob a superfície do mar. É ali, por meio de duas monoboias, que começa uma operação logística responsável por receber petróleo e outros produtos que abastecem parte da cadeia industrial do Rio Grande do Sul. A carga é transferida dos navios para dutos submarinos, percorre quilômetros até o Terminal de Osório (Tedut) e, dali, segue principalmente para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e para o polo petroquímico da Braskem, em Triunfo.

Segundo o gerente geral da Unidade Operacional Sul da Transpetro, Thobias Possebon, o Terminal de Osório movimenta mais de 1,2 milhão de metros cúbicos (m³) de produtos por mês e recebe, em média, 15 navios mensalmente. “Entre as principais cargas movimentadas estão petróleo, condensado petroquímico, nafta petroquímica, diesel e gasolina”.

Ele explica que a unidade possui capacidade de armazenagem próxima de 800 mil m³. Após o recebimento e a armazenagem, os produtos são encaminhados principalmente por meio de dutos interligados à Refap, em Canoas, e ao polo petroquímico da Braskem, em Triunfo. “A operação envolve a integração entre o transporte marítimo, as instalações de armazenagem e o sistema dutoviário utilizado para a movimentação dessas cargas no Rio Grande do Sul”.

O petróleo chega ao litoral do Rio Grande do Sul em navios petroleiros e é transferido em mar aberto por meio das monoboias localizadas na região de Tramandaí. A partir dessas estruturas, Possebon explica que a carga segue por dutos submarinos até o terminal de Osório, onde é recebida e armazenada. “Em seguida, o petróleo é transportado pelo oleoduto Osório-Canoas (Oscan) até a Refap, por onde passa pelo processo de refino para a produção de combustíveis e outros derivados”, explica o gerente.

A operação envolve a integração de diferentes modais e infraestruturas logísticas, com a conexão entre o transporte marítimo, as instalações de armazenagem e o sistema dutoviário utilizado para a movimentação do petróleo desde sua chegada ao litoral até a refinaria. Já as monoboias, são estruturas instaladas em mar aberto que permitem a atracação de navios petroleiros para transferência de carga. Segundo Possebon, elas são ancoradas ao fundo do mar por amarras, o que possibilita que o navio se movimente ao redor da estrutura conforme a ação dos ventos e correntes marinhas durante a operação. “Esse sistema é utilizado em regiões onde a baixa declividade da plataforma continental dificulta a construção de píeres para navios de grande porte. As duas monoboias ficam a cerca de 4 quilômetros e 6 quilômetros da costa. Apesar da distância, elas estão conectadas ao terminal em terra por dutos submarinos que levam a carga até Osório”.

Durante a operação, o petróleo, a nafta e o condensado petroquímico são transferidos dos navios para dutos submarinos conectados ao Terminal de Osório. Uma das monoboias é destinada ao recebimento de petróleo, enquanto a outra recebe nafta e condensado e também realiza o carregamento de diesel e gasolina. “Após a transferência, os produtos seguem pelos dutos até o terminal para armazenamento e posterior distribuição, integrando o transporte marítimo à infraestrutura dutoviária”, ressalta Possebon.

A manutenção e a atualização dos equipamentos fazem parte da rotina operacional do terminal, segundo a Transpetro, que afirma realizar inspeções e adequações necessárias para a continuidade das atividades. Essas ações incluem inspeções, manutenção de equipamentos e adequações tecnológicas necessárias à continuidade das operações. Informações sobre eventuais projetos de modernização ou investimentos futuros são divulgadas de acordo com o planejamento corporativo e os procedimentos de comunicação da empresa.


Empresa afirma ter dispositivos para acionamento de plano em caso de problemas ambientais

Centro de Defesa Ambiental é mantido em Imbé para dar suporte às atividades e monitorar situações de emergência

Centro de Defesa Ambiental é mantido em Imbé para dar suporte às atividades e monitorar situações de emergência

PEDRO BARBOSA/DIVULGAÇÃO/CIDADES
A Transpetro mantém, em Imbé, um Centro de Defesa Ambiental (CDA), estrutura destinada ao atendimento de ocorrências ambientais e ao suporte às atividades de prevenção e resposta previstas em seus planos de emergência. A empresa também mantém ações regionais de responsabilidade social voltadas às comunidades do entorno de suas instalações. "As ações de relacionamento com as comunidades seguem as diretrizes e procedimentos corporativos estabelecidos para as unidades operacionais da empresa", explica Possebon. A estrutura mantida em Imbé é responsável por apoiar as ações de prevenção e resposta a emergências ambientais relacionadas às operações da empresa na região.
A operação do terminal de Osório envolve a contratação de trabalhadores próprios e de empresas prestadoras de serviço, além da aquisição de bens e serviços necessários à manutenção de suas atividades. Essas operações geram movimentação econômica nos municípios da região e na cadeia de fornecedores associada às atividades do terminal. A unidade também integra a infraestrutura logística utilizada para a movimentação de petróleo, derivados e matérias-primas destinadas à Refap e ao polo petroquímico localizado no Estado, compondo a cadeia de transporte e armazenamento desses produtos no RS.
Os navios observados ao largo da costa realizam operações de transporte de petróleo e outros produtos destinados ao terminal de Osório. A transferência da carga é feita em mar aberto, por meio das monoboias localizadas na região de Tramandaí. "Após a descarga, os produtos seguem por dutos submarinos até o terminal, onde são recebidos e armazenados. Em seguida, parte dessas cargas é transportada por dutos para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e para outras instalações interligadas ao sistema logístico", explica Possebon. Segundo ele, essa operação integra as etapas marítima, de armazenagem e dutoviária da movimentação de petróleo e derivados no litoral norte do Rio Grande do Sul.
As operações realizadas em Osório seguem procedimentos de segurança previstos para as atividades de movimentação, armazenagem e transporte de petróleo e derivados. Esses procedimentos incluem inspeções operacionais, monitoramento das atividades, controle das condições dos equipamentos e acompanhamento das etapas de transferência de carga. "As operações contam com equipes treinadas para atuar de acordo com os protocolos estabelecidos, além de sistemas e equipamentos voltados à prevenção e ao atendimento de ocorrências operacionais", conclui Possebon.

livia.araujo@gmail.com

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