Porto Alegre,

Publicada em 22 de Setembro de 2026 às 19:35

São Francisco de Paula se transforma na terra dos festivais musicais

Reconhecida pelo Ronco do Bugio, que rendeu um monumento na cidade, e outros estilos musicais, cidade da Serra Gaúcha exibe um ecletismo que atrai públicos diversos

Reconhecida pelo Ronco do Bugio, que rendeu um monumento na cidade, e outros estilos musicais, cidade da Serra Gaúcha exibe um ecletismo que atrai públicos diversos

Alessandra Rech/ESPECIAL/CIDADES
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Uma vibrante cena musical traz frutos para São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. Impulsionada por uma série de festivais que celebram a cultura gauchesca e outros estilos que têm públicos fiéis, a visitação ao município, com suas belezas naturais e gastronomia típica, é crescente. A estimativa é de que os tradicionais eventos, somados à eclética agenda de atrações, tenham sido responsáveis por um fluxo superior a 120 mil pessoas no último ano.

Para o secretário de Turismo e Cultura de São Francisco de Paula, Rafael Castello Costa, a musicalidade está no DNA do município. “Quando se fala em música, nós estamos falando de Os Mirins, nós estamos falando dos Bertussi (Honeyde Bertussi nasceu em 1923 em São Jorge da Mulada, hoje distrito caxiense de Criúva, que à época pertencia a São Francisco de Paula), estamos lembrando de músicos incríveis que foram desenhando parte daquilo que nós somos”, afirma. Na visão do secretário, faltava abrir para outros gêneros, valorizando a diversidade que agora se traduz em uma série de eventos que integram o calendário de São Chico. “Temos o Ronco do Bugio, a Festa do Pinhão e o Festival Gastronômico da Batata, mas por que não abrir espaço para o jazz, o blues, os Beatles? E o bacana disso tudo é ter a participação dos músicos locais. Eu vejo esses profissionais tocando, por exemplo, no Carnaval de São Chico, no pagode, no samba, e se apresentando no Festival Ronco do Bugio. Isso mostra que a integração é parte da nossa cultura”, comemora.

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O São Chico Beatle Festival, que chega a sua nona edição em 2027, o Festival de Choro, que teve sua quinta edição em agosto, e o Paralelo Festival, que prepara a sétima edição para abril do próximo ano, entre outras iniciativas, demonstram que agregar aos pilares do tradicionalismo diferentes vertentes culturais traz ganhos para a comunidade.  Para o secretário, o sucesso dos mais recentes eventos se explica pela coerência, ao agregar a abertura para diferentes propostas aos interesses da população. “Se a cidade não se sentir pertencente, não faz sentido. O palco do Beatle Festival é um exemplo disso: recebemos bandas inglesas, argentinas e de diferentes partes do Brasil, mas elas vão dividir o palco, muitas vezes, com talentos locais”, ressalta. Nesse sentido, o município está organizando o cadastramento desses profissionais, a fim de dispor de um banco de talentos para otimizar a contratação, seja em eventos locais ou de divulgação externa.

Castello Costa destaca que na última edição do Beatle Festival, São Chico recebeu quase 30 mil pessoas e a comercialização nos estandes superou os R$ 500 mil. O público da Festa do Pinhão ficou em torno de 40 mil pessoas, dados mensurados em catraca e com apoio do Corpo de Bombeiros. “Então, são fluxos de pessoas e incrementos econômicos significativos. Já se pode afirmar com tranquilidade que São Chico é a terra dos festivais, cidade da música”.

O compositor e produtor cultural Mathias Behrends Pinto, realizador do Festival de Choro, atesta que São Francisco de Paula tem se tornado a cidade dos festivais no Rio Grande do Sul. O realizador lembra, ainda, a importância educacional da promoção, uma vez que o festival reúne estudantes e também realiza oficinas.

“A potência da cidade tem sido elevada sobretudo nesse quesito cultural. Um crescimento sustentável de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul tem a ver com um investimento em Cultura e Turismo. Acredito que os festivais têm ajudado a tornar São Francisco de Paula uma referência. Mais do que isso, são festivais ecléticos. A cidade está se abrindo a vários gêneros musicais e isso se reflete em crescimento”, afirma. Para Behrends, é de grande valia participar dessa cena e observar seus resultados.

• LEIA MAIS: Ronco do Bugio valoriza as raízes de São Francisco de Paula

Uma vibrante cena musical traz frutos para São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. Impulsionada por uma série de festivais que celebram a cultura gauchesca e outros estilos que têm públicos fiéis, a visitação ao município, com suas belezas naturais e gastronomia típica, é crescente. A estimativa é de que os tradicionais eventos, somados à eclética agenda de atrações, tenham sido responsáveis por um fluxo superior a 120 mil pessoas no último ano.

Para o secretário de Turismo e Cultura de São Francisco de Paula, Rafael Castello Costa, a musicalidade está no DNA do município. “Quando se fala em música, nós estamos falando de Os Mirins, nós estamos falando dos Bertussi (Honeyde Bertussi nasceu em 1923 em São Jorge da Mulada, hoje distrito caxiense de Criúva, que à época pertencia a São Francisco de Paula), estamos lembrando de músicos incríveis que foram desenhando parte daquilo que nós somos”, afirma. Na visão do secretário, faltava abrir para outros gêneros, valorizando a diversidade que agora se traduz em uma série de eventos que integram o calendário de São Chico. “Temos o Ronco do Bugio, a Festa do Pinhão e o Festival Gastronômico da Batata, mas por que não abrir espaço para o jazz, o blues, os Beatles? E o bacana disso tudo é ter a participação dos músicos locais. Eu vejo esses profissionais tocando, por exemplo, no Carnaval de São Chico, no pagode, no samba, e se apresentando no Festival Ronco do Bugio. Isso mostra que a integração é parte da nossa cultura”, comemora.

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O São Chico Beatle Festival, que chega a sua nona edição em 2027, o Festival de Choro, que teve sua quinta edição em agosto, e o Paralelo Festival, que prepara a sétima edição para abril do próximo ano, entre outras iniciativas, demonstram que agregar aos pilares do tradicionalismo diferentes vertentes culturais traz ganhos para a comunidade.  Para o secretário, o sucesso dos mais recentes eventos se explica pela coerência, ao agregar a abertura para diferentes propostas aos interesses da população. “Se a cidade não se sentir pertencente, não faz sentido. O palco do Beatle Festival é um exemplo disso: recebemos bandas inglesas, argentinas e de diferentes partes do Brasil, mas elas vão dividir o palco, muitas vezes, com talentos locais”, ressalta. Nesse sentido, o município está organizando o cadastramento desses profissionais, a fim de dispor de um banco de talentos para otimizar a contratação, seja em eventos locais ou de divulgação externa.

Castello Costa destaca que na última edição do Beatle Festival, São Chico recebeu quase 30 mil pessoas e a comercialização nos estandes superou os R$ 500 mil. O público da Festa do Pinhão ficou em torno de 40 mil pessoas, dados mensurados em catraca e com apoio do Corpo de Bombeiros. “Então, são fluxos de pessoas e incrementos econômicos significativos. Já se pode afirmar com tranquilidade que São Chico é a terra dos festivais, cidade da música”.

O compositor e produtor cultural Mathias Behrends Pinto, realizador do Festival de Choro, atesta que São Francisco de Paula tem se tornado a cidade dos festivais no Rio Grande do Sul. O realizador lembra, ainda, a importância educacional da promoção, uma vez que o festival reúne estudantes e também realiza oficinas.

“A potência da cidade tem sido elevada sobretudo nesse quesito cultural. Um crescimento sustentável de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul tem a ver com um investimento em Cultura e Turismo. Acredito que os festivais têm ajudado a tornar São Francisco de Paula uma referência. Mais do que isso, são festivais ecléticos. A cidade está se abrindo a vários gêneros musicais e isso se reflete em crescimento”, afirma. Para Behrends, é de grande valia participar dessa cena e observar seus resultados.

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Economia solidária e agricultura familiar faturam com presença nos eventos

Os festivais gastronômicos e os eventos essencialmente musicais têm em comum a abertura de espaços expositivos para a comunidade. A agricultura familiar e as cervejarias artesanais estão entre os setores que encontram nesses eventos oportunidades de comercialização.
Em junho, na 27ª Festa do Pinhão, que também tem na música parte importante de sua programação, inclusive shows nacionais ecléticos, a comercialização no Centro de Eventos somou R$ 1,7 milhão.
"Isso só dentro do espaço, sem considerar toda a rede gastronômica e hoteleira mobilizada durante os quatro dias da promoção", avalia o secretário de Turismo e Cultura, Rafael Castello Costa. Para se ter uma ideia, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Chico teve um lucro de R$ 65,5 mil com a venda de quentão e do quentinho (versão sem álcool da bebida), ultrapassando as vendas do ano anterior, como atesta Juliana Gomes, gestora administrativa e coordenadora clínica da instituição. "Mais do que movimentar a economia, atrair visitantes e fortalecer a identidade de um destino, o turismo também pode exercer um importante papel social", afirma.
A Apae São Chico atende aproximadamente 300 famílias e é referência em saúde e assistência social para sete municípios da região. A presença nos eventos locais, segundo Juliana, é uma oportunidade de reconhecimento e inclusão, uma vez que os usuários da instituição podem ocupar os espaços públicos, participar da vida cultural do município e mostrar suas potencialidades. "Os recursos, as parcerias, a visibilidade e o contato com diferentes públicos proporcionados por essas ações ajudam em melhorias na estrutura e nos serviços oferecidos às pessoas atendidas e suas famílias", diz. A instituição também marca presença no Beatle Festival e no Circuito Ciclístico.

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