Porto Alegre,

Publicada em 26 de Agosto de 2026 às 18:17

Censo em Osório faz levantamento sobre número de animais

Prefeitura estima receber cerca de 3 mil respostas dos moradores; políticas públicas serão desenvolvidas a partir desses dados

Prefeitura estima receber cerca de 3 mil respostas dos moradores; políticas públicas serão desenvolvidas a partir desses dados

Nathalia Assis/Prefeitura de Osório/Divulgação/Cidades
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Desde o mês de julho, a prefeitura de Osório, no Litoral Norte, realiza o Censo Municipal de Gatos e Cachorros, que busca mapear a quantidade de animais presentes no município. O levantamento é feito por meio de um formulário online, disponível no site da prefeitura, e pode ser respondido por moradores da cidade tanto com informações dos seus animais de estimação quanto de animais sem lar, avistados pelas ruas. Com os dados, o Departamento Especial de Proteção Animal (Depa) busca mapear a quantidade de animais na cidade e decidir sobre futuros projetos.
Desde o mês de julho, a prefeitura de Osório, no Litoral Norte, realiza o Censo Municipal de Gatos e Cachorros, que busca mapear a quantidade de animais presentes no município. O levantamento é feito por meio de um formulário online, disponível no site da prefeitura, e pode ser respondido por moradores da cidade tanto com informações dos seus animais de estimação quanto de animais sem lar, avistados pelas ruas. Com os dados, o Departamento Especial de Proteção Animal (Depa) busca mapear a quantidade de animais na cidade e decidir sobre futuros projetos.
Este não é o primeiro levantamento referente a animais realizado no município. Em 2012, a prefeitura realizou uma pesquisa sobre os tipos de bichos presentes em Osório. Todavia, esses dados foram perdidos, conta Guilherme Dobbler, médico veterinário do Depa.
Segundo ele, a estimativa é que agora, 14 anos depois, o número de animais tenha aumentado, tanto aqueles com tutor quanto os que vivem nas ruas. "O levantamento se tratava de dados ultrapassados, antigos. O Censo de 2012 visava fazer o levantamento de tipos de animais, enquanto a iniciativa atual possui um viés mais voltado para a causa animal. Durante estes anos, estimamos que tenha crescido a quantidade de animais, principalmente animais de rua. Também temos ciência de que a esporotricose, um fungo que acomete felinos em geral, predomina em algumas regiões do município", explica.
O objetivo com o Censo é ampliar ao máximo os dados. No questionário, os tutores devem responder sobre situação de castração, vacinação e atendimento veterinário de seus pets. Já sobre animais de rua, a ideia é obter informações sobre quais bairros possuem maior presença de animais abandonados e se possuem sinais de doenças como a esporotricose - identificada por machucados sem cicatrização.
Assim, a partir dos dados obtidos pelo levantamento, o Depa determinará suas futuras atuações. A ideia é saber quais bairros precisam com mais urgência de projetos de castração gratuita, de atendimento veterinário público, campanhas educativas, fiscalização de maus-tratos e ações de combate às zoonoses.
A prioridade, afirma Dobbler, é identificar os locais com maior contaminação de zoonoses, doenças infecciosas transmitidas de animais para humanos e vice-versa. Segundo ele, locais com concentração de animais facilitam a propagação da doença, com contaminação por meio de interações como mordidas, arranhões ou lambidas.
Ainda, o veterinário alerta para o principal sintoma das zoonoses: machucados sem cicatrização. "A lesão em gatos é ulcerada e demora muito tempo para sarar. Na verdade, ela não sara. É uma lesão que aumenta de tamanho e, sem tratamento, ela acaba acometendo todo o felino. É bem importante o tutor observar feridas que não cicatrizam e prevenir que o felino doméstico tenha acesso externo a ambientes externos", explica.
Outras informações importantes para o Censo são os locais onde há necessidade de controle populacional dos animais. De acordo com o veterinário, o Depa já possui um programa de esterilização gratuito, voltado para moradores de Osório inseridos no Cadastro Único, entretanto, com as informações do levantamento, o projeto pode incluir animais sem tutor. "A presença de muitos animais em um mesmo lugar normalmente se justifica pela reprodução deles e não necessariamente devido a casos de abandono. Na verdade, está relacionado à falta de esterilização, e com o Censo poderemos ver onde esses animais estão se multiplicando em grande quantidade na cidade, para aplicar um programa de castração", conta.
De acordo com Dobbler, o questionário deve ser disponibilizado tanto no site quanto no Instagram da prefeitura até atingir três mil respostas. "Pelo formulário, o morador informa o seu endereço para termos uma noção de localização. Além disso, ele apresenta quantos animais de estimação tem, e se observa na sua rua animais abandonados, entre eles felinos com lesão. A partir dessa análise, vamos entrar em contato para tentarmos localizar os bichos abandonados", complementou.

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