Porto Alegre,

Publicada em 06 de Março de 2026 às 12:11

São Leopoldo tem coworking exclusivo para mulheres

Renata Klein e Raquel Mazuco são as idealizadoras do espaço

Renata Klein e Raquel Mazuco são as idealizadoras do espaço

Lidiane Bortolli/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Maria Vitória Marca
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O Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8), é uma data para lembrar a evolução da condição das mulheres na sociedade ao longo da história e promover a reflexão sobre os desafios que ainda existem na busca pela igualdade. O setor empresarial é um deles, e o Jornal Cidades produziu uma série de matérias em que apresenta negócios criados por mulheres empreendedoras em diferentes municípios do RS. Com um diferencial: são serviços voltados exclusivamente ao público feminino, suprindo necessidades e demandas específicas desse público.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8), é uma data para lembrar a evolução da condição das mulheres na sociedade ao longo da história e promover a reflexão sobre os desafios que ainda existem na busca pela igualdade. O setor empresarial é um deles, e o Jornal Cidades produziu uma série de matérias em que apresenta negócios criados por mulheres empreendedoras em diferentes municípios do RS. Com um diferencial: são serviços voltados exclusivamente ao público feminino, suprindo necessidades e demandas específicas desse público.
Em São Leopoldo, no Vale do Sinos, a Casa Trampolim se apresenta como o único coworking exclusivo para mulheres no interior do estado. O espaço foi inaugurado por Renata Klein e Raquel Mazuco em março de 2024. O objetivo principal era abrir um “local exclusivo para que mulheres pudessem trabalhar, atender clientes, fazer cursos, workshops e se conectar com outras mulheres”, conta Renata.
O local foi uma solução encontrada pelas empreendedoras no momento em que procuravam um coworking acolhedor e confortável para trabalharem, mas não encontraram o que queriam. A maioria deles, relatam, tinham um estilo industrial e “frio”. Assim, juntas, viram uma chance de preencher essa lacuna. “Nós fomos nossa própria inspiração. Quando empreendíamos sem um escritório próprio, sentíamos muita falta de um espaço mais acolhedor do que os coworkings tradicionais. Eles são mais frios, mais quadrados”, afirma Raquel.
Antes da Casa Trampolim, ambas já trabalhavam no Trampolim, um serviço de consultoria reservado a mulheres empreendedoras. Renata e Raquel abriram a consultoria em 2018 para combater a chamada solidão feminina no empreendedorismo e ajudar suas alunas a criar uma rede de networking e apoio. Para elas, o sonho de empreender se uniu com a vontade de ajudar outras pessoas no meio empresarial. “Elas brincam que aqui é a segunda casa delas, onde elas podem vir para se encontrar e também para trabalhar”, conta Raquel. Para isso, a estrutura do espaço foi pensada por duas arquitetas, para equilibrar “o aconchego de uma casa de lar com a estrutura de um espaço profissional”. Com essa ideia, cada sala comunica algo sobre o poder feminino, liberdade e profissionalismo. A casa tem duas salas de reunião, uma sala para trabalho conjunto, conversível para espaço de eventos.
Nos dois anos de existência da casa, Raquel e Renata contam que puderam ver projetos criados por mulheres que se conheceram ali. “Houve mulheres que sonhavam em dar o seu próprio workshop e quando conseguiram, fizeram no nosso espaço. Queremos ser mesmo um trampolim para que elas tirem os seus sonhos do papel”.
Tanto Raquel quanto Renata torcem para verem ainda mais espaços voltados para o público feminino. “Apoiamos todas as iniciativas que vierem para fortalecer as mulheres, para lhes dar autonomia e independência financeira. A mulher que consegue ter um apoio para ter o seu próprio negócio e alcançar independência, tem mais força para sair de relacionamentos violentos”, exemplifica Renata.

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