Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) detalhou o perfil dos turistas que escolhem a cidade mais antiga do Estado como um de seus destinos de viagem. Os dados são fornecidos pelo Observatório de Turismo do Extremo Sul do Rio Grande do Sul, que tem como objetivo monitorar e analisar a dinâmica turística na região, fornecendo subsídios técnicos para orientar a tomada de decisão nos setores público e privado.
Para entender o perfil do turista, os atendentes dos Centros de Atenção ao Turista (CATs) do Centro e do Cassino realizaram a coleta de dados dos visitantes através de questionários. Entre os dados, estão informações sobre local de origem, motivo da viagem e meio de hospedagem.
Ao todo, 60% dos visitantes vêm de outras cidades do Rio Grande do Sul. Já 19% dos turistas vêm de outros estados do país. Entre os locais de origem dos visitantes, destacam-se Bahia, Espírito Santo, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. No cenário internacional, que representa 21% dos turistas que vêm à cidade, os visitantes são em sua maior parte de países como Alemanha, Argentina, Chile, Itália, Palestina e Uruguai.
O segundo semestre do ano habitualmente é marcado pelas visitas de escolas ao município, impulsionando o turismo pedagógico. Durante o mês de outubro, a cidade recebeu 28 ônibus apenas desse segmento. Mais de 80% dos turistas que passaram pelos CATs informaram que seus locais de maior interesse são a Praia do Cassino, os locais de contexto histórico e os museus. Quando questionados sobre o motivo da visita a cidade, 48% dos visitantes responderam que vieram pelo turismo pedagógico, 32% para férias e lazer, e 12% para negócios e trabalho. Outros 7% vieram para visitar parentes, e 1% para estudo.
Entre os meios de hospedagem citados, a rede hoteleira segue sendo a mais procurada, respondendo por 61% da escolha dos turistas. 10% optam pelo processo de bate e volta, e 9% escolhem ficar na casa de parentes. Além disso, 4% responderam que ficam em motorhomes, 4% em imóveis alugados, 3% em barracas, e 6% responderam que ficam em outros meios. Além disso, o levantamento também apontou que o tempo médio de permanência dos turistas na cidade é de 2,2 dias.
Cabe lembrar que a cidade está na temporada de cruzeiros. O primeiro atracou no dia 24 de dezembro no Porto de Rio Grande. Outras embarcações devem chegar à cidade até fevereiro.