Antes de encerrar a 51ª edição do Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis, a prefeitura assinou o decreto municipal que reconhece o evento como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade. Este reconhecimento possibilita iniciativas de preservação, educação patrimonial e, futuramente, ser alçado para o reconhecimento como um Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul, foi assinado pelo prefeito de Nova Petrópolis, Jorge Darlei Wolf, na presença de lideranças municipais e dos grupos de dança locais.
Com este decreto, Nova Petrópolis torna imortal o Festival Internacional de Folclore e marca na história do evento e da cidade este reconhecimento. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
Para o presidente da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Nova Petrópolis, Cleiton Spengler, este reconhecimento é uma prova do poder da cultura para unir pessoas e comunidades, preservar a memória e inspirar o futuro. "Continuemos a valorizar e a promover nossas tradições, mantendo-as vivas para as próximas gerações. Que este marco seja um incentivo para seguirmos trabalhando com persistência", enalteceu Spengler.
Em uma iniciativa do Departamento Municipal de Cultura de Nova Petrópolis, o objetivo deste registro foi salvaguardar o Festival Internacional de Folclore, em toda a sua complexidade, como sendo uma celebração de relevância cultural onde se expressam diversos saberes, fazeres, tradições e manifestações populares. O processo de reconhecimento iniciou em 2023, ano do cinquentenário do evento, com um trabalho de pesquisa para desenvolver o estudo e embasar o registro do Festival. A equipe do departamento seguiu as instruções dos institutos do patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Sul (Ipahe) e nacional , além das legislações que abrangem a temática.
A presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas Culturais, Carla Cristiane Ferreira, destaca que o decreto que registra o festival como patrimônio cultural é a forma de reconhecer o sentimento de pertencimento que a comunidade tem para com ele. "Os mecanismos de manutenção e proteção deste bem cultural, que é tão importante para o município, se tornam mais acessíveis com o reconhecimento e garantem a perenidade desta manifestação popular". Ela afirma que foi realizada uma pesquisa histórica, que buscou subsídios para a sustentação do decreto, etapa essencial para o registro de bem cultural.