De Rio Grande
Durante a intensa agenda de ministros e equipe do governo federal no Porto de Rio Grande nesta segunda-feira (27), o ex-ministro da Secretaria de Comunicação e da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), foi questionado sobre o possível destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), indiciado pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe de estado.
“Deve ser garantido o direito de defesa de Bolsonaro e aos demais acusados, e vai acontecer o julgamento”, afirmou à imprensa, que aguardava a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cerimônia que marcou a assinatura do contrato do consórcio Ecovix/Mac Laren para o fornecimento de navios à Transpetro.
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Para Pimenta, o tema não deve ser tratado no âmbito político. “A situação do Bolsonaro e dos demais acusados é um assunto que deve ser tratado no âmbito do poder judiciário. Nos próximos dias, o Supremo vai tomar uma decisão, se recebe ou não a denúncia. Recebendo, ele (Bolsonaro) vai se tornar réu. A própria PGR anunciou que serão cinco denúncias. Essa é a primeira. Ainda tem muita coisa pela frente”, disse.
Pimenta também minimizou possíveis reações das Forças Armadas às acusações da PGR, afimando que elas “têm pleno compromisso com o processo democrático”, afirmou.
O clima de campanha que marcou a fala de alguns dos ministros de Estado presentes ao evento no Estaleiro Rio Grande, não disse respeito somente a Lula, e abarcou menções também a Pimenta, cotado pelo PT para ser candidato ao Palácio Piratini em 2026. “Paulo Pimenta foi um guerreiro dentro do governo (federal) para trazer investimentos ao Rio Grande do Sul”, afirmou Silvio Costa Filho, titular da pasta de Portos e Aeroportos.
Durante o ano de 2024, Pimenta deixou temporariamente a Secom para assumir o Ministério Extraordinário de Recuperação do Rio Grande do Sul, estabelecido em maio de 2024, após a enchente histórica que assolou o estado. Em setembro, com a extinção da pasta, criada por Lula via Medida Provisória, Pimenta voltou à Secom, mas deixou o cargo em janeiro deste ano, para ser substituído pelo marqueteiro Sidônio Palmeira.