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Publicada em 27 de Setembro de 2026 às 19:24

ONU: príncipe Nahyan pede restauração do Estreito de Ormuz ao status sem imposição de taxas

As declarações foram feitas neste sábado (26), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas

As declarações foram feitas neste sábado (26), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas

Punit PARANJPE/AFP/JC
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Agências
O príncipe e vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, pediu que a liberdade de navegação seja garantida em todas as vias navegáveis internacionais, entre elas o Estreito de Ormuz, o Estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Segundo ele, é necessário restaurar a situação no Estreito de Ormuz ao seu status anterior ao século 20, sem a imposição de taxas ou restrições. As declarações foram feitas neste sábado (26), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.
"Podemos rejeitar o uso por qualquer parte dessas vias navegáveis vitais como uma ameaça ou pressão coercitiva para prejudicar os interesses de nossos Estados, de acordo com o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU", afirmou Nahyan.
Além de pedir a liberdade de navegação nas vias internacionais, o príncipe afirmou que os Emirados Árabes Unidos e outros países da região têm sido alvo de ataques do Irã, segundo ele, contra sua segurança, recursos e instalações civis e econômicas.
"O Reino reitera seu pleno direito de proteger sua segurança e soberania, seus cidadãos e residentes, e seus recursos nacionais e globais. Conclamamos a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades em enfrentar todas as ameaças à paz e à segurança internacionais", disse.
Para Nahyan, a segurança da região do Golfo é parte integrante da segurança regional e internacional. "A estabilidade desta região está diretamente ligada à segurança energética global, à estabilidade do comércio internacional e à resiliência das cadeias de suprimentos globais", reforçou.
O príncipe também pediu que os países do Oriente Médio não tenham acesso livre a armas de destruição em massa e que programas nucleares pacíficos estejam sujeitos a supervisão, verificação e salvaguardas internacionais, de modo a aumentar a confiança e preservar a segurança regional e internacional.

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