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Publicada em 19 de Setembro de 2026 às 08:19

EUA fecham acordo com Dinamarca e Groenlândia para controle americano sobre a ilha do Ártico

O acordo Groenlândia-Dinamarca-EUA deve ser assinado na próxima semana

O acordo Groenlândia-Dinamarca-EUA deve ser assinado na próxima semana

Wikimedia/Divulgação/JC
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Agências
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta sexta-feira (18) que firmou um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia para conceder aos EUA o controle permanente sobre a segurança e "todas as outras necessidades" da ilha dinamarquesa.
"Não haverá custo para os Estados Unidos! Sob minha direção, trabalhamos com representantes da Dinamarca e da Groenlândia para garantir que os americanos terão PARA SEMPRE a capacidade completa de fazer o que for necessário para garantir e defender a segurança da Groenlândia e dos Estados Unidos da América", escreveu Trump na Truth Social.
Além disso, o republicano informou que nenhum adversário de Washington poderá fazer investimentos sensíveis ou ter uma base ou presença militar na ilha sem uma aprovação escrita dos EUA.
"Por mais de 100 anos, os presidentes conheciam a importância estratégica da Groenlândia, mas NENHUM deles conseguiu fazer algo a respeito. Tenho orgulho de ser o presidente que abordou de forma permanente e conclusiva esta situação muito importante. Este é um Acordo de "Vida Infinita", não há fim!", acrescentou o mandatário na postagem.
Segundo ele, o governo começará "imediatamente" o processo de desenvolvimento de uma grande presença militar na Groenlândia.
Em nota, o Gabinete da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, informou que o acordo Groenlândia-Dinamarca-EUA deve ser assinado na próxima semana, na Assembleia Geral da ONU, visando fortalecer a segurança do Ártico.
Uma vez assinado, o acordo precisará passar pelos trâmites parlamentares necessários para entrar em vigor.
"Estou satisfeita com a perspectiva de um bom acordo para a Groenlândia, o Reino da Dinamarca e os EUA. Um acordo que fortalece nossa segurança conjunta no Ártico e no Atlântico Norte e que, por isso, também é bom para a Otan e para a Europa. Ao mesmo tempo, ele reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino, bem como o direito do povo groenlandês à autodeterminação", disse Frederiksen na nota.

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