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Publicada em 05 de Outubro de 2025 às 20:09

Membros de flotilha que ia para Gaza alegam maus-tratos; Israel nega

Ativistas alegam que Greta Thunberg foi forçada a usar uma bandeira israelense, porém não apresentaram provas

Ativistas alegam que Greta Thunberg foi forçada a usar uma bandeira israelense, porém não apresentaram provas

Hugo MATHY/AFP/JC
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Agências
Os ativistas da flotilha que pretendia chegar à Faixa de Gaza, mas foi interceptada por Israel, denunciam maus-tratos durante o período em que estiveram detidos por guardas israelenses. O governo israelense nega as denúncias, chamando-as de "mentiras descaradas".
Os ativistas da flotilha que pretendia chegar à Faixa de Gaza, mas foi interceptada por Israel, denunciam maus-tratos durante o período em que estiveram detidos por guardas israelenses. O governo israelense nega as denúncias, chamando-as de "mentiras descaradas".
A flotilha de 42 navios era formada por mais de 450 ativistas, entre eles a sueca Greta Thunberg e a deputada federal do Brasil Luizianne Lins (PT-CE).
No sábado, dois ativistas que participaram da flotilha, que levava ajuda humanitária a Gaza, fizeram a denúncia de que Greta estaria sofrendo maus tratos durante sua detenção. Ao chegar à Turquia após serem deportados, eles disseram à agência Reuters que testemunharam Greta sendo empurrada e forçada a usar uma bandeira israelense. Não foram apresentadas provas dessas alegações.
O governo Netanyahu, que realiza um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo em Gaza, interceptou todos os barcos que rumavam a Gaza e realiza trâmites para a deportação dos ativistas detidos, a quem chama de "provocadores". Segundo a chancelaria israelense, "a própria Greta e outros detidos se recusaram a agilizar sua deportação e insistiram em prolongar sua permanência sob custódia".
A interceptação por Israel dos cerca de 40 barcos da flotilha, que resultou na detenção de mais de 450 ativistas, recebeu críticas da comunidade internacional. Na sexta-feira, o governo Lula Brasil denunciou Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU por conta da interceptação de flotilha.
Até a tarde de domingo, Israel havia deportado ao menos 170 ativistas que estavam nos barcos, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Os ativistas são das mais diversas nacionalidades, incluindo brasileiros, norte-americanos e de países da Europa, Oriente Médio, Ásia e África. "Todos os direitos legais dos detidos estão sendo plenamente respeitados", afirmou a diplomacia de Israel. "Greta não apresentou nenhuma reclamação às autoridades israelenses sobre essas alegações absurdas e infundadas - porque elas simplesmente nunca aconteceram".
Segundo o Ministério de Relações Exteriores de Israel, os ativistas da flotilha serão deportados a seus países de origem. Neste sábado, 4.137 ativistas de 13 nacionalidades desembarcaram no Aeroporto de Istambul. Greta e Luizianne, por outro lado, seguem detidas. Além de Luizianne Lins, 12 brasileiros seguem detidos na Prisão de Ktzi'ot.
 

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