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Publicada em 29 de Setembro de 2025 às 19:57

EUA propõe plano de paz com comitê de transição

Dentro de 72 horas após Israel aceitar publicamente o acordo, todos os reféns seriam devolvidos

Dentro de 72 horas após Israel aceitar publicamente o acordo, todos os reféns seriam devolvidos

ANDREW CABALLERO-REYNOLD/AFP/JC
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Agências
A Casa Branca divulgou, na tarde desta segunda-feira (29), um plano abrangente do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza, após o republicano se encontrar com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Pelo plano, Gaza seria uma zona "desradicalizada" e livre de terrorismo e, se ambos os lados concordarem com esta proposta, a guerra terminaria imediatamente.
A Casa Branca divulgou, na tarde desta segunda-feira (29), um plano abrangente do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza, após o republicano se encontrar com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Pelo plano, Gaza seria uma zona "desradicalizada" e livre de terrorismo e, se ambos os lados concordarem com esta proposta, a guerra terminaria imediatamente.
Trump propôs um plano para encerrar o conflito entre Israel e Hamas em Gaza com 21 pontos. Entre eles, está a previsão de que Gaza seja governada temporariamente por um "comitê palestino de transição, tecnocrático e apolítico". Esse colegiado administraria os serviços na região e deveria ser formado por especialistas internacionais e palestinos "qualificados". O anúncio foi feito após o encontro do norte-americano com o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O comitê seria supervisionado por um novo órgão chamado "Conselho da Paz", que seria, por sua vez, presidido pelo próprio Trump e outros chefes de Estado, incluindo o ex-primeiro-ministro Tony Blair. "Esse órgão definirá a estrutura e cuidará do financiamento para a reconstrução de Gaza, até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas - conforme proposto em diferentes iniciativas, incluindo o plano de paz de Trump de 2020 e a proposta saudita-francesa - e possa reassumir o controle de Gaza de forma segura e eficaz", diz o plano divulgado pela Casa Branca.
Dentro de 72 horas após Israel aceitar publicamente o acordo, todos os reféns, vivos e falecidos, seriam devolvidos e, para cada refém israelense cujos restos mortais forem devolvidos, Israel liberará os restos mortais de 15 pessoas de Gaza, diz a Casa Branca.
Além disso, toda a ajuda humanitária seria imediatamente enviada para a Faixa de Gaza através das Nações Unidas e suas agências, e do Crescente Vermelho, além de outras instituições internacionais não associadas de nenhuma forma a qualquer uma das partes.
"Gostaria de agradecer ao primeiro-ministro Netanyahu por concordar com o plano e por confiar que, se trabalharmos juntos, poderemos pôr fim à morte e à destruição que temos visto por tantos anos, décadas e até séculos", disse Trump.
Netanyahu afirmou que concorda com o plano de Trump, para encerrar o conflito entre Israel e Hamas em Gaza. "Acredito que hoje estamos dando um passo crítico para acabar com a guerra em Gaza e preparando o terreno para avançar na paz no Oriente Médio. Eu apoio o seu plano para acabar a guerra em Gaza", destacou o líder israelense, ao lado do americano.
Assim que todos os reféns forem devolvidos a Israel, o governo de Netanyahu libertaria 250 palestinos que cumprem penas de prisão perpétua e 1.700 moradores de Gaza que foram detidos após o início da guerra em 7 de outubro de 2023, segundo o plano.
"As forças israelenses se retirarão para a linha acordada para preparar a libertação dos reféns. Durante esse tempo, todas as operações militares, incluindo bombardeios aéreos e de artilharia, serão suspensas, e as linhas de batalha permanecerão congeladas até que as condições sejam atendidas para a retirada completa e escalonada".
Trump afirmou que desta vez os países estão muito próximos de chegar à paz. "Israel coexistirá com outros povos e países na região, da Síria ao Líbano à Arábia Saudita. Isso é o mais próximo que já chegamos da paz, paz de verdade, não uma paz de tolo".
 

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