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Publicada em 24 de Julho de 2025 às 20:31

Veículos de comunicação internacionais pedem a Israel livre acesso de jornalistas em Gaza

Relatos de jornalistas em perigo têm se multiplicado nos últimos dias em Gaza

Relatos de jornalistas em perigo têm se multiplicado nos últimos dias em Gaza

AFP
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Agências
As agências de notícias AFP, AP, Reuters e a emissora britânica BBC lançaram nesta quinta-feira (24) um comunicado conjunto para pedir que Israel autorize a entrada e saída de jornalistas na Faixa de Gaza, devastada após 21 meses de guerra. Israel impôs um bloqueio no território, restringindo a entrada de ajuda humanitária. "Os jornalistas já enfrentam privações e dificuldades extremas em zonas de conflito. Agora, estamos profundamente preocupados com o fato de que a fome ameaça sua sobrevivência", afirma a declaração dos veículos. Mais de cem ONGs de ajuda e direitos humanos divulgaram um comunicado na terça-feira (22) alertando que a "fome em massa" se espalha pelo território. "Voltamos a instar as autoridades israelenses a permitir o acesso de jornalistas a Gaza. É essencial que alimentos cheguem em quantidade suficiente à população local", segue o comunicado dos veículos de comunicação. LEIA TAMBÉM: Carta aberta de 115 ONGs acusa Israel de massacres que agravam fome em Gaza Eles afirmam que seus colaboradores têm enfrentado "crescentes dificuldades para alimentar suas famílias e a si mesmos". "Esses jornalistas independentes têm sido os olhos e ouvidos do mundo em Gaza. Agora enfrentam as mesmas condições dramáticas da população que cobrem", alertaram. O comunicado ocorre três dias após a AFP afirmar que a vida de seus colaboradores palestinos em Gaza está em perigo diante da grave situação humanitária no território. A agência pediu que o governo israelense permita a retirada imediata desses profissionais de imprensa e de suas famílias. Relatos de jornalistas em perigo têm se multiplicado nos últimos dias em Gaza. Eles dizem sofrer com fome extrema, falta de água potável e exaustão física e mental crescente, o que os obriga a reduzir a cobertura da guerra. Depois de um bloqueio total a toda ajuda em Gaza, no final de maio Israel lançou um novo sistema de distribuição de suprimentos, operada pela Fundação Humanitária de Gaza (FHG). A entidade utiliza empresas privadas de segurança e logística dos EUA para levar suprimentos. As Nações Unidas rejeitaram o sistema por considerá-lo fundamentalmente perigoso e uma violação dos princípios da neutralidade humanitária. Israel diz que é necessário impedir que os terroristas do Hamas desviem a ajuda. Enquanto a crise humanitária se agrava, o governo israelense informou nesta quinta que está analisando uma nova proposta do grupo terrorista Hamas para um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns.
As agências de notícias AFP, AP, Reuters e a emissora britânica BBC lançaram nesta quinta-feira (24) um comunicado conjunto para pedir que Israel autorize a entrada e saída de jornalistas na Faixa de Gaza, devastada após 21 meses de guerra.
Israel impôs um bloqueio no território, restringindo a entrada de ajuda humanitária. "Os jornalistas já enfrentam privações e dificuldades extremas em zonas de conflito. Agora, estamos profundamente preocupados com o fato de que a fome ameaça sua sobrevivência", afirma a declaração dos veículos.
Mais de cem ONGs de ajuda e direitos humanos divulgaram um comunicado na terça-feira (22) alertando que a "fome em massa" se espalha pelo território. "Voltamos a instar as autoridades israelenses a permitir o acesso de jornalistas a Gaza. É essencial que alimentos cheguem em quantidade suficiente à população local", segue o comunicado dos veículos de comunicação.
Eles afirmam que seus colaboradores têm enfrentado "crescentes dificuldades para alimentar suas famílias e a si mesmos". "Esses jornalistas independentes têm sido os olhos e ouvidos do mundo em Gaza. Agora enfrentam as mesmas condições dramáticas da população que cobrem", alertaram.
O comunicado ocorre três dias após a AFP afirmar que a vida de seus colaboradores palestinos em Gaza está em perigo diante da grave situação humanitária no território. A agência pediu que o governo israelense permita a retirada imediata desses profissionais de imprensa e de suas famílias.
Relatos de jornalistas em perigo têm se multiplicado nos últimos dias em Gaza. Eles dizem sofrer com fome extrema, falta de água potável e exaustão física e mental crescente, o que os obriga a reduzir a cobertura da guerra.
Depois de um bloqueio total a toda ajuda em Gaza, no final de maio Israel lançou um novo sistema de distribuição de suprimentos, operada pela Fundação Humanitária de Gaza (FHG). A entidade utiliza empresas privadas de segurança e logística dos EUA para levar suprimentos.
As Nações Unidas rejeitaram o sistema por considerá-lo fundamentalmente perigoso e uma violação dos princípios da neutralidade humanitária. Israel diz que é necessário impedir que os terroristas do Hamas desviem a ajuda.
Enquanto a crise humanitária se agrava, o governo israelense informou nesta quinta que está analisando uma nova proposta do grupo terrorista Hamas para um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns.

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