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Publicada em 18 de Março de 2025 às 21:03

Japão planeja instalar mísseis para atingir China e Coreia do Norte

instalação dos novos mísseis faz parte da nova estratégia de segurança nacional japonesa

instalação dos novos mísseis faz parte da nova estratégia de segurança nacional japonesa

/Russian Defence Ministry/handout/AFP/JC
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Agência Estado
O Japão planeja instalar mísseis de longo alcance na ilha de Kyushu, no Sul do país, como parte do reforço de suas defesas militares. De acordo com a agência de notícias Kyodo, os mísseis têm alcance de mil quilômetros, capazes de atingir as regiões costeiras da China e a Coreia do Norte.
O Japão planeja instalar mísseis de longo alcance na ilha de Kyushu, no Sul do país, como parte do reforço de suas defesas militares. De acordo com a agência de notícias Kyodo, os mísseis têm alcance de mil quilômetros, capazes de atingir as regiões costeiras da China e a Coreia do Norte.
Com base em fontes do governo, a agência noticiou que a instalação dos mísseis deve acontecer até março de 2026 em duas bases militares. Elas reforçariam uma cadeia de ilhas de Okinawa, consideradas estratégicas. A ilha de Okinawa, no entanto, não deve receber os novos mísseis para não provocar a China.
A instalação dos novos mísseis faz parte da nova estratégia de segurança nacional japonesa, lançada em 2022 após as autoridades considerarem que a segurança regional estava ameaçada por causa das tensões envolvendo China, Rússia e Coreia do Norte.
"O Japão quis limitar seu gasto em defesa e tentar não adquirir capacidades de contra-ataque. Mas a situação que nos cerca não nos permite isso", afirmou em dezembro de 2022 Ichiro Fujisaki, ex-embaixador japonês nos EUA, em entrevista ao jornal The Washington Post. "Muitos pensaram que (a guerra) fosse um problema do século 20, mas agora nos encontramos novamente com ela."
O aumento dos gastos de defesa do país foi apoiado pelo então governo de Joe Biden nos Estados Unidos, que possuem um tratado de aliança com os japoneses desde 1951, e representou uma mudança na política não belicosa do Japão implementada após o fim da 2.ª Guerra. No início deste mês, o presidente dos EUA, Donald Trump, reclamou que o tratado não é "recíproco" e cobrou mais do Japão.
 

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