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Publicada em 16 de Fevereiro de 2025 às 19:28

Oposição quer impeachment de Milei após polêmica com criptomoeda

Presidente argentino promoveu 'memecoin' em suas redes sociais

Presidente argentino promoveu 'memecoin' em suas redes sociais

Pablo PORCIUNCULA/AFP/JC
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Agência Estado
O anúncio de uma criptomoeda feito pelo presidente da Argentina, Javier Milei, na última sexta-feira, virou uma dor de cabeça para ele. A forte desvalorização em poucas horas do chamado memecoin resultou na abertura de investigação para apurar o movimento, classificado pela oposição como "o mais grave ato de corrupção da história argentina". A centro-esquerda peronista qualificou a situação como "golpe digital" e anunciou que entregará pedido de impeachment de Milei na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira.
O anúncio de uma criptomoeda feito pelo presidente da Argentina, Javier Milei, na última sexta-feira, virou uma dor de cabeça para ele. A forte desvalorização em poucas horas do chamado memecoin resultou na abertura de investigação para apurar o movimento, classificado pela oposição como "o mais grave ato de corrupção da história argentina". A centro-esquerda peronista qualificou a situação como "golpe digital" e anunciou que entregará pedido de impeachment de Milei na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira.
O presidente argentino estimulou o investimento no ativo como parte do projeto Viva La Libertad. "O mundo quer investir na Argentina, $Libra", escreveu com o nome e o link que levavam à memecoin. A criptomoeda em questão é atrelada a uma tecnologia blockchain, sem lastro em dinheiro real. Após a publicidade, a criptomoeda alcançou US$ 4.978 (R$ 28.375, na cotação atual). Com a disparada, os desenvolvedores da moeda virtual passaram a vender seus ativos e estimularam a derrocada da $Libra.
Javier Milei apagou a publicidade após cerca de cinco horas. "Não estava ciente dos detalhes do projeto e depois de tomar conhecimento dele decidi não continuar a divulgá-lo", escreveu o presidente argentino no X, antigo Twitter, após a queda da criptomoeda. Diante das críticas, o próprio gabinete de Milei anunciou que decidiu encaminhar o assunto ao Escritório Anticorrupção. Caberá ao órgão determinar se houve conduta imprópria.
Juan Enrique, diretor da Sigma Global, fez críticas duras a Milei, avaliando o anúncio como criminoso. "O presidente usa seu cargo para fazer negócios com uma criptomoeda que beneficia alguém que não sabemos quem é", afirmou em publicação nas redes sociais. Segundo ele, a publicação do presidente representou uma "oferta de mercado" sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários da Argentina.
 

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