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Publicada em 09 de Novembro de 2024 às 13:24

No mundo muntipolar, a economia ganha espaço frente às armas

Conforme relatório do banco Goldman Sachs, economia chinesa deve ultrapassar a norte-americana em 2033

Conforme relatório do banco Goldman Sachs, economia chinesa deve ultrapassar a norte-americana em 2033

CHINA OUT/AFP/JC
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Juliano Tatsch
Juliano Tatsch Editor-assistente
O reconhecido historiador britânico Eric Hobsbawn apontava que a queda do Muro de Berlim desestabilizou a ordem mundial, criando um estado generalizado de insegurança, com a cristalização de uma única superpotência, os Estados Unidos.
O reconhecido historiador britânico Eric Hobsbawn apontava que a queda do Muro de Berlim desestabilizou a ordem mundial, criando um estado generalizado de insegurança, com a cristalização de uma única superpotência, os Estados Unidos.
O desequilíbrio da balança pôde ser visto logo após o fim da URSS. Já na década de 1990, com o desmantelamento do bloco do Leste, estouraram os conflitos na região dos Bálcãs, com as Guerras da Bósnia (1992-1995) e do Kosovo (1998-1999).
Além disso, sendo a única potência militar do planeta, os Estados Unidos assumiram uma postura intervencionista mais forte, agindo como uma espécie de "xerife do mundo", envolvendo-se - seja com tropas, seja com auxílio militar - em conflitos no Oriente Médio (Guerra do Golfo e Guerra do Iraque), na Ásia (ocupação do Afeganistão) e, atualmente, na Ucrânia.
Para o professor Paulo Visentini, a multipolaridade está posta, mas ainda não se estabeleceu de modo sólido. "Acho que a multipolaridade já entrou, só que ela é instável. Os Estados Unidos não têm mais a força econômica que tinham, mas ainda têm a força militar. E a maneira dos Estados Unidos lidar com isso aí está sendo muito, vamos dizer assim, improvisada. Cada governo norte-americano tem uma resposta um diferente para como lidar com isso. O Trump agora com certeza vai dar muito menos atenção para esse problema da Rússia e vai se focar muito mais contra a China, porque a agenda dele é muito mais econômica", aponta.
Neste cenário, a China surge como uma espécie de antagonista norte-americana, mas com um foco diferente dos soviéticos. Enquanto a URSS rivalizava com os EUA no campo militar, os chineses apostam suas fichas na pujança econômica. De acordo com umrelatório do banco Goldman Sachs divulgado no ano passado, a economia chinesa deve ultrapassar a norte-americana em 2033.
O bipolarismo, portanto, toma uma outra cara, longe das armas, mas perto do dinheiro.

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