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Publicada em 29 de Outubro de 2024 às 16:50

Maduro pede que Lula se manifeste sobre veto do Brasil no Brics

Líder venezuelano disse que espera que Lula esteja bem informado sobre os acontecimentos

Líder venezuelano disse que espera que Lula esteja bem informado sobre os acontecimentos

Juan BARRETO e MAURO PIMENTEL/AFP/JC
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Agência Estado
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifeste sobre a decisão do Brasil de impedir que a Venezuela faça parte do Brics. "Prefiro ser cauteloso. Espere que Lula observe, esteja bem informado dos acontecimentos, e que ele como chefe de Estado diga o que tem a dizer", afirmou Maduro durante seu programa de rádio e televisão, quando questionado sobre o assunto, na noite de segunda-feira. O ditador gastou 40 minutos das 2h30min de seu programa semanal, o Con Maduro Más, para falar sobre as relações com o Brasil.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifeste sobre a decisão do Brasil de impedir que a Venezuela faça parte do Brics. "Prefiro ser cauteloso. Espere que Lula observe, esteja bem informado dos acontecimentos, e que ele como chefe de Estado diga o que tem a dizer", afirmou Maduro durante seu programa de rádio e televisão, quando questionado sobre o assunto, na noite de segunda-feira. O ditador gastou 40 minutos das 2h30min de seu programa semanal, o Con Maduro Más, para falar sobre as relações com o Brasil.
À frente de uma tela que exibia o momento em que cumprimentou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o líder venezuelano tentou afastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da polêmica, qualificada por ele de "facada nas costas".
Na versão do ditador, funcionários brasileiros afirmaram em conversas privadas que não vetariam a entrada do país no Brics. Foi apenas quando iam anunciar a lista de convidados para entrar no grupo que a posição teria mudado, ainda de acordo com o líder.
Naquele momento, segundo Maduro, "apareceu um funcionário de obscuro e triste passado bolsonarista". O alvo da retórica conspiracionista é Eduardo Paes Saboia, conhecido por, em 2013, ajudar o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina a fugir da embaixada brasileira em La Paz, onde o diplomata era encarregado de negócios.
O líder venezuelano disse também que nove membros do Brics apoiaram o ingresso da Venezuela no bloco, durante o encontro da cúpula na semana passada, realizado na Rússia. O Brasil, porém, bloqueou a iniciativa.
Maduro ainda criticou o Ministério das Relações Exteriores, ao dizer que o prédio da pasta em Brasília "é há muitos anos uma potência dentro do poder do Brasil" e "sempre conspirou contra a Venezuela". "O veto do Itamaraty não poderá impedir nosso caminho no Brics", afirmou.

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