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Publicada em 10 de Abril de 2024 às 17:13

EUA e Japão selam aliança contra China com integração militar e missão à Lua

Este é o 12ª encontro de Biden e Kishida desde a posse do democrata

Este é o 12ª encontro de Biden e Kishida desde a posse do democrata

SAUL LOEB/AFP/JC
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Folhapress
Joe Biden investiu no Japão como um dos principais aliados dos Estados Unidos em seu mandato. Nesta quarta-feira (10), ao lado do primeiro-ministro Fumio Kishida, ele anunciou os principais resultados dessa estratégia: aprofundamento da integração militar, cooperação em inteligência artificial, uma missão lunar conjunta e, de bônus, novas cerejeiras para Washington.
Joe Biden investiu no Japão como um dos principais aliados dos Estados Unidos em seu mandato. Nesta quarta-feira (10), ao lado do primeiro-ministro Fumio Kishida, ele anunciou os principais resultados dessa estratégia: aprofundamento da integração militar, cooperação em inteligência artificial, uma missão lunar conjunta e, de bônus, novas cerejeiras para Washington.
Os dois líderes se reuniram na Casa Branca durante a manhã desta quarta. É a 12ª vez que Biden e Kishida se encontram desde a posse do democrata, em 2021. A frequência reflete a prioridade dada pela Casa Branca ao país, seu maior aliado na vizinhança da China, potência vista por ambos como uma ameaça.
O principal anúncio feito o aprofundamento da integração militar. Aproveitando a suspensão do limite para exportações ligadas à defesa, os países formarão um conselho industrial militar que vai gerenciar a produção conjunta de armamentos, como mísseis.
Segundo integrantes da Casa Branca, a medida permitirá que os EUA usem a força industrial japonesa para preencher um dos pontos fracos norte-americanos: a falta de capacidade de produção de itens estratégicos de defesa. No rol de ativos japoneses, está também a energia nuclear. Outro anúncio significativo foi a criação, junto com a Austrália, de uma rede de sistemas contra mísseis aéreos.
Biden afirmou que os avanços são os mais significativos em toda a história da relação com o Japão. "Nós concordamos que nossos países continuarão a responder aos desafios relacionados à China por meio de uma estreita coordenação", disse Kishida a jornalistas. "Também reafirmamos a importância de continuar nosso diálogo com a China e cooperar com ela em desafios comuns."
Em inteligência artificial, foi anunciada uma parceria de pesquisa entre as universidades Carnegie Mellon e Keio financiada pela Microsoft e por empresas japonesas. Uma segunda parceria foi acertada entre as universidades de Washington e Tsukuba apoiada pela Amazon e pela Nvidia.
O terceiro eixo da aliança entre os países mira o espaço. EUA e Japão fecharam um acordo para que Tóquio se torne um membro integral da missão de exploração lunar Artemis liderada pela Nasa, prevista para 2026. Será a primeira vez que um não americano pisará na Lua, destacou Biden.

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