A mídia britânica informou nesta quinta-feira (27) que o rei Charles III se prepara para mudar a legislação britânica para impedir que os príncipes Harry e Andrew, que estão à margem da família real, atuem em seu nome enquanto estiver doente, ou no exterior.
De acordo com uma lei de 1937, o monarca pode ser substituído em determinadas tarefas, por exemplo, a assinatura de documentos oficiais por sua esposa, ou pelos quatro primeiros adultos na ordem de sucessão ao trono, enquanto estiver ausente.
No caso de Charles III, trata-se da rainha consorte Camila, seus filhos William e Harry, seu irmão Andrew e sua sobrinha Beatrice.
No entanto, Harry abandonou a família real e foi viver nos Estados Unidos com sua esposa, a ex-atriz americana Meghan Markle. Já Andrew foi destituído dos seus deveres reais por conta das acusações de agressão sexual a uma menoranos atrás, nos Estados Unidos.
Segundo vários meios de comunicação local, para evitar que um deles tenha de atuar como rei interino, especialmente quando Charles III viaja com Camila e William está no exterior, a lista de possíveis substitutos deve ser ampliada para incluir a princesa Anne e o príncipe Edward, irmãos do monarca.
Segundo o jornal "Daily Telegraph", a mudança legislativa poderia ser feita "nas próximas semanas" e é "um passo lógico" antes das viagens ao exterior previstas por Charles III e Camila em 2023.
O Palácio de Buckingham não reagiu à informação, mas, na segunda-feira (24), um legislador levantou na Câmara dos Lordes que chegou "o momento de discutir com o rei uma emenda" para a lei.
"Ou esta é uma situação que convém ao governo", com um príncipe "que deixou a vida pública", e outro "que deixou o país?", perguntou.
Antes da morte da rainha Elizabeth II em setembro, seu filho Charles substituiu-a em várias ocasiões, inclusive em maio, ao fazer um solene "discurso do trono" no Parlamento.