Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Assembleia-Geral da ONU

- Publicada em 21 de Setembro de 2022 às 15:57

Após nova ameaça nuclear da Rússia, Biden convoca países a se manifestarem

Biden convocou países a se manifestarem contra 'guerra brutal e desnecessária'

Biden convocou países a se manifestarem contra 'guerra brutal e desnecessária'


Anna Moneymaker/Getty Images/AFP/JC
Agência Estado
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abriu seu discurso na 77ª Assembleia-Geral da ONU nesta quarta-feira (21), acusando a Rússia de violar a Carta das Nações Unidas ao invadir a Ucrânia. O discurso veio poucas horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar a maior mobilização nacional desde a 2ª guerra e ameaçar os aliados da Ucrânia com um ataque nuclear.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abriu seu discurso na 77ª Assembleia-Geral da ONU nesta quarta-feira (21), acusando a Rússia de violar a Carta das Nações Unidas ao invadir a Ucrânia. O discurso veio poucas horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar a maior mobilização nacional desde a 2ª guerra e ameaçar os aliados da Ucrânia com um ataque nuclear.
"Vamos falar claramente. Um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas invadiu seu vizinho, tentou apagar um estado soberano do mapa", o presidente começou dizendo. "A Rússia violou descaradamente os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas". Por ser um membro permanente do Conselho de Segurança, a Rússia tem poder de veto em qualquer decisão que os demais países tomarem sobre a Ucrânia.
Ao acusar Putin de violar a carta base de formação da ONU, Biden convocou todas as nações, sejam democracias ou autocracias, a se manifestarem contra a "guerra brutal e desnecessária" da Rússia e a reforçar o esforço da Ucrânia para se defender.
"O presidente Putin fez ameaças nucleares abertas contra a Europa e um desrespeito imprudente pelas responsabilidades de um regime de não proliferação (nuclear). Agora a Rússia está convocando mais soldados para se juntar à luta, e o Kremlin está organizando um referendo falso para tentar anexar partes da Ucrânia - uma violação extremamente significativa da carta da ONU", disse.
Biden se refere às regiões controladas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia que anunciaram na última terça-feira (20) planos para realizar referendos apoiados pelo Kremllin nos próximos dias para se tornar parte da Rússia e quando Moscou está perdendo terreno na invasão. Putin anunciou nesta quarta uma mobilização parcial para convocar 300.000 reservistas e acusou o Ocidente de se envolver em "chantagem nuclear".
Biden voltou a apontar a guerra na Ucrânia apenas como consequência das decisões de Putin. "A Rússia disse que foi ameaçada. Ninguém ameaçou a Rússia e ninguém além da Rússia buscou conflito".

Putin diz que 'Ocidente cruzou todas as linhas' na Ucrânia

Em pronunciamento televisionado, o presidente russo Vladimir Putin ordenou nesta quarta-feira a primeira mobilização nacional do país desde a 2ª Guerra. No anúncio, ele alerta o Ocidente que, se a "chantagem nuclear" continuar, Moscou responderia com todo o seu vasto arsenal atômico.
A medida prevê a mobilização de até 300 mil reservistas para lutar na Guerra da Ucrânia, evidenciando as dificuldades que a Rússia enfrenta em sua invasão do país, com a retomada de território pelas forças ucranianas e a dificuldade dos russos em tomar Kiev e derrubar o governo do presidente Volodmir Zelensky.
No pronunciamento pré-gravado transmitido na TV, Putin disse também que irá proteger as populações dos territórios ocupados que pretende anexar após referendos a serem feitos em quatro regiões ucranianas a partir de sexta (23) - Donbas, Donetsk e Lugansk, junto com Kherson e Zaporizhzia - e que está disposto fazer isso com armas nucleares contra os EUA e aliados que apoiam Kiev.
"Se a integridade territorial de nosso país estiver ameaçada, usaremos todos os meios disponíveis para proteger nosso povo - isso não é um blefe", disse Putin. Segundo ele, a Rússia enfrenta "1.000 km de linhas de frente contra o Ocidente na Ucrânia" - referência à ajuda de bilhões de dólares em armas e inteligência fornecidas a Kiev por EUA e outros países do Ocidente. "Na sua política agressiva antirrussa, o Ocidente cruzou todas as linhas", disse Putin.
Na prática, caso a população aprove a anexação, Moscou passaria a considerar as quatro regiões como parte de seu próprio território, tornando uma agressão ucraniana a essas áreas um ataque à nação russa, e propícia a retaliações inclusive com armas nucleares - a doutrina nuclear russa prevê o uso da bomba em caso de ataques.
Os esforços podem preparar o terreno para Moscou intensificar a guerra contra as forças ucranianas que lutam com sucesso para recuperar essas áreas, principalmente em Lugansk.
Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO