As remessas do comboio, que ajudarão a aliviar uma crise alimentar global e fornecerão e aquecerão a economia da Ucrânia, se tornaram viáveis por um acordo intermediado no mês passado pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. O presidente da Turquia, cujo país é o único membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que se recusou a impor sanções a Moscou, tem um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, na costa russa do Mar Negro, nesta sexta-feira, seu segundo em menos de um mês.
Os três portos de Odessa podem receber cerca de 100 navios de carga e exportar perto de 3 milhões de toneladas de grãos por mês, disse Oleksandr Kubrakov, ministro de Infraestrutura da Ucrânia. "Esperamos que as garantias de segurança de nossos parceiros na ONU e na Turquia continuem funcionando e que a exportação de alimentos de nossos portos se torne estável para todos os participantes do mercado", afirmou.
Apesar do sucesso do acordo, as forças russas e ucranianas continuam os confrontos. Autoridades da ONU, Turquia, Ucrânia e Rússia assinaram o tratado de grãos em Istambul após meses de negociações. Sob o documento, as partes em conflito concordaram em não atacar os navios que transitam pelo Mar Negro. Pilotos ucranianos guiarão seus navios por um canal seguro e sua carga será inspecionada em Istambul.