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Internacional

- Publicada em 23 de Junho de 2022 às 19:54

Representantes dos Brics pedem mudanças na ONU

Liderança do Brics é crucial para um sistema global multipolar, diz Putin

Liderança do Brics é crucial para um sistema global multipolar, diz Putin


/Mikhail Metzel/SPUTNIK/AFP/JC
Agências
A 19ª Cúpula do Brics - bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - começou na quarta-feira (22) com os olhos da comunidade internacional voltados para a guerra na Ucrânia. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, saiu em defesa de um aumento da representação de países emergentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A declaração foi feita em um rápido discurso, de 3 minutos e 40 segundos, no primeiro dia do evento, que ocorre de forma virtual em razão da política de tolerância zero para a Covid-19 de Pequim.

A 19ª Cúpula do Brics - bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - começou na quarta-feira (22) com os olhos da comunidade internacional voltados para a guerra na Ucrânia. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, saiu em defesa de um aumento da representação de países emergentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A declaração foi feita em um rápido discurso, de 3 minutos e 40 segundos, no primeiro dia do evento, que ocorre de forma virtual em razão da política de tolerância zero para a Covid-19 de Pequim.

"Devemos somar esforços em busca da reforma das organizações internacionais, como o Banco Mundial, o FMI e o sistema das Nações Unidas, em especial o seu Conselho de Segurança. O peso crescente das economias emergentes e em desenvolvimento deve ter a devida e merecida representação", afirmou o presidente do Brasil.

A Rússia integra o Conselho de Segurança da ONU, órgão criado após a Segunda Guerra Mundial para zelar pela paz, e vetou a moção de repúdio por sua invasão à Ucrânia. A reforma das organizações internacionais é uma demanda antiga de países emergentes.

Bolsonaro ainda acrescentou que o Brics é um modelo de cooperação baseado em ganhos para todas as partes envolvidas e deve contribuir para a geração de emprego e renda para suas populações.

Nesta quinta-feira, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, também sugeriu que os mecanismos de tomada de decisões da Organização das Nações Unidas (ONU) sejam democratizados para endereçar mais adequadamente os desafios predominantes na comunidade internacional. Ele também pediu que os países ampliem sua atenção a conflitos regionais.

Ele não citou um caso específico, mas disse que o foco e os recursos globais têm sido desviados de grandes crises humanitárias. "Desafios atuais como mudanças climáticas não estão sendo resolvidos", disse Ramaphosa.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também participou do evento nesta quinta-feira e defendeu que o Brics atue como um agente fundamental para a criação de um sistema multipolar no mundo. "A Rússia está pronta para desenvolver maior parceria com o Brics", afirmou, em discurso.

Sem citar nomes, Putin voltou a responsabilizar "certos países" pelos principais desafios globais no momento. Ele se referiu as sanções ocidentais impostas contra Moscou, em retaliação pela invasão da Ucrânia.

Na quarta-feira, véspera da cúpula virtual, Putin já havia pedido ajuda do bloco para que a Rússia consiga superar as sanções. "Nossos empresários estão sendo obrigados a desenvolver suas atividades em condições difíceis, já que os aliados ocidentais omitem os princípios de base da economia de mercado, do livre-comércio. (...) A aplicação permanente de novas sanções por motivos políticos contradiz o bom senso e a lógica econômica elementar."

 

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