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Publicada em 04 de Novembro de 2026 às 11:02

Centenário de Lutzenberger é lembrado com reedição de livro e debate na Feira

Em bate-papo na Feira, obra 'Fim do Futuro?' ganhou nova edição com distribuição online e gratuita, marcando o centenário do ambientalista

Em bate-papo na Feira, obra 'Fim do Futuro?' ganhou nova edição com distribuição online e gratuita, marcando o centenário do ambientalista

ANDRESSA PUFAL/ESPECIAL/JC
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Andressa Pufal
Andressa Pufal Repórter de Cultura
Há 50 anos, José Lutzenberger lançou um grito de alerta no seu Manifesto Ecológico Brasileiro, que trazia no título não uma afirmação, mas uma pergunta: Fim do Futuro? Foi durante uma viagem a Torres que o ecologista e engenheiro agrônomo, concebeu a obra, que traz, em seu texto enxuto e didático, as problemáticas e as alternativas para uma sociedade que agia, segundo ele, de maneira autodestrutiva.

Meio século depois, o grito de Lutz está de volta ao debate. A Editora da Ufrgs acaba de reeditar e lançar em formato digital e gratuito a obra, que já está disponível para download pela plataforma Lume. O relançamento oficial ocorreu nesta terça-feira (3), em evento na Feira do Livro de Porto Alegre, promovido pela Matinal Jornalismo. A atividade debateu a atualidade do livro através de falas da filha do ambientalista, Lilly Lutzenberger, e do professor do Instituto de Geociências da Ufrgs e coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre, Rualdo Menegat, com mediação de Luís Augusto Fischer.

No bate-papo, Lilly destacou que, no livro e na vida, seu pai apontava os erros do presente e os caminhos para um futuro melhor. O ecologista, que faria 100 anos no próximo 17 de dezembro, lutou durante toda a sua vida para que a ecologia fosse entendida como “uma ciência que busca manter o planeta funcional e fazer a manutenção da nossa própria sobrevivência, pois somos a espécie mais vulnerável”, como diz a primogênita.

“O fim do futuro é muito mais provável para nós, humanos”, afirma Lilly. “A Terra vai continuar seus ciclos, vai continuar existindo de alguma forma, mesmo se perder 90% de suas espécies. Aqueles 10% vão continuar e formar uma nova Terra, uma nova ecologia.”

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