Entre cantos guaranis, música sacra e cenas que atravessaram quatro séculos de história, a Avenida Edvaldo Pereira Paiva se transformou em palco para recordar as Missões Jesuíticas Guaranis neste domingo (20), em Porto Alegre.
A encenação Via Sacra Missioneira foi um dos principais momentos do Desfile Farroupilha, que marcou o encerramento dos festejos de 20 de Setembro na Capital. Antes e depois do espetáculo, forças de segurança e cerca de 600 cavalarianos ocuparam a avenida para celebrar a cultura e a tradição gaúcha.
A programação começou às 8h, com a Revista da Tropa. O governador Eduardo Leite e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, acompanharam as atividades. Por volta das 9h, o Colégio Tiradentes abriu a passagem para o desfile cívico-militar. Logo depois, integrantes da Academia de Polícia Militar avançaram pela avenida, seguidos por motociclistas, viaturas e diferentes grupamentos da Brigada Militar.
O governador Eduardo Leite acompanhou o desfile ao lado de outras autoridades
Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
A passagem das forças de segurança também destacou demais estruturas e instituições que atuam no Estado. Participaram do desfile a
Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que completa 185 anos em 2026, o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a Polícia Penal, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul. O desfile cívico-militar terminou por volta das 10h, com a saída da banda da Brigada Militar.
O som da banda, dos veículos e da marcha deu lugar à música e à representação de um período anterior à própria Revolução Farroupilha. A Via Sacra Missioneira, dirigida por Rinaldo Souto, levou para o desfile o tema escolhido para os Festejos Farroupilhas de 2026:
Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição.