Uma tradição que se estende por 35 anos foi celebrada neste sábado (22) em Porto Alegre. A Feira Ecológica do Bom Fim, que acontece na Avenida José Bonifácio, entre as ruas Vieira de Castro e Santa Terezinha, ao lado do Parque da Redenção, promoveu shows e diversas outras ações para comemorar seu mais recente aniversário.
Os músicos Bethy Krieger e Luizinho Santos foram os padrinhos do evento deste ano, frequentadores e incentivadores da feira desde sua criação. Com apoio cultural do Goethe-Institut Porto Alegre, o tema da festa foi “O futuro vem da terra”. Os organizadores do evento ressaltam que o encontro é um importante momento de fortalecimento de laços e de reforço da existência de um espaço que, todos os sábados, oferece para a cidade o resultado de uma forma de cultivo que respeita a vida e oferece alimentos saudáveis para a população.
“A Feira Ecológica do Bom Fim é uma explosão de diversidade, de pessoas, de agricultores e agricultoras”, frisa o feirante e integrante da coordenação do evento, Huli Marcos Zang. Ele detalha que participam como feirantes 54 famílias, que montam as mais de 90 bancas que constituem o encontro. Zang enfatiza que no local os consumidores podem encontrar itens como uma variedade de frutas, hortaliças, grãos, produtos processados e semiprocessados. “Tudo orgânico e certificado”, aponta.
Conforme o feirante, há colegas que vêm comercializar na feira provenientes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, como a Serra, o Litoral Norte e a Região Metropolitana. Um desses produtores, da unidade "O Sítio", é Frediny Bettim Colla. Ele participa há cerca de dois anos do evento.
“Sempre foi um desejo estar mais envolvido com esse movimento mais agroecológico”, diz o produtor. Entre os itens comercializados por ele estão ketchup de butiá e pasta de inhame, assim como pães e bolos. Colla salienta que muitos consumidores buscam a feira para comprar alimentos sem agrotóxicos, focando na saúde da alimentação. O produtor cita ainda que o cuidado ecológico no cultivo também gera, indiretamente, uma condição melhor para toda a população.
Devido a esses benefícios, a fisioterapeuta Keila da Silva, de 60 anos, é uma consumidora da feira há mais de 20 anos. “A importância dela é a gente estar nesse ambiente de cultivo da saúde, através da alimentação”, reforça. Keila considera que é um programa percorrer as bancas do evento a cada sábado.
Dados da Feira:
• Surgiu em Porto Alegre em agosto de 1991, marcando a segunda iniciativa do gênero no País com foco na venda de produtos orgânicos diretamente do produtor ao consumidor. Hoje é, sozinha, a maior do Estado no gênero.
• A Feira Ecológica do Bom Fim é o maior espaço a céu aberto de comercialização de alimentos orgânicos da América Latina.
• Conta atualmente com 54 famílias oriundas de Porto Alegre, Região Metropolitana, Serra Gaúcha, Litoral Norte, entre outras localidades do Rio Grande do Sul.
• São aproximadamente 150 pessoas atuando na venda direta.
• Cerca de 12 mil pessoas passam todos os sábados pela manhã na Avenida José Bonifácio.
• Os feirantes ocupam 90 boxes/bancas, levando diretamente para os consumidores o resultado de seu trabalho todos os sábados, inclusive feriados, das 7h às 13h. São aproximadamente 150 pessoas atuando na venda direta.
• Campanha Sábado sem Sacolas Plásticas: lançada em maio de 2019, a campanha Sábado sem Sacolas Plásticas nas Feiras Ecológicas da Redenção já deixou de distribuir 12,5 milhões de sacolinhas no ambiente.
• Ação social: o Projeto (A)BRAÇO é uma ação social existente desde 7 de maio de 2021, fruto de uma parceria entre a Feira Ecológica do Bom Fim e a Amurt-Amurtel, uma Organização da Sociedade Civil (OSC). Todo final de feira, um feirante fica responsável por passar de banca em banca recolhendo hortifrutis doados pelos colegas. Desde o início do projeto até o início de agosto de 2026 foram doadas aproximadamente 40 toneladas de alimentos para famílias em vulnerabilidade social.
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