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Publicada em 22 de Agosto de 2026 às 12:15

Feira Ecológica do Bom Fim comemora 35 anos de atividades

Cerca de 12 mil pessoas passam todos os sábados pela manhã na Avenida José Bonifácio

Cerca de 12 mil pessoas passam todos os sábados pela manhã na Avenida José Bonifácio

JEFFERSON KLEIN/ESPECIAL/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Uma tradição que se estende por 35 anos foi celebrada neste sábado (22) em Porto Alegre. A Feira Ecológica do Bom Fim, que acontece na Avenida José Bonifácio, entre as ruas Vieira de Castro e Santa Terezinha, ao lado do Parque da Redenção, promoveu shows e diversas outras ações para comemorar seu mais recente aniversário.

Os músicos Bethy Krieger e Luizinho Santos foram os padrinhos do evento deste ano, frequentadores e incentivadores da feira desde sua criação. Com apoio cultural do Goethe-Institut Porto Alegre, o tema da festa foi “O futuro vem da terra”. Os organizadores do evento ressaltam que o encontro é um importante momento de fortalecimento de laços e de reforço da existência de um espaço que, todos os sábados, oferece para a cidade o resultado de uma forma de cultivo que respeita a vida e oferece alimentos saudáveis para a população.

“A Feira Ecológica do Bom Fim é uma explosão de diversidade, de pessoas, de agricultores e agricultoras”, frisa o feirante e integrante da coordenação do evento, Huli Marcos Zang. Ele detalha que participam como feirantes 54 famílias, que montam as mais de 90 bancas que constituem o encontro. Zang enfatiza que no local os consumidores podem encontrar itens como uma variedade de frutas, hortaliças, grãos, produtos processados e semiprocessados. “Tudo orgânico e certificado”, aponta.

Conforme o feirante, há colegas que vêm comercializar na feira provenientes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, como a Serra, o Litoral Norte e a Região Metropolitana. Um desses produtores, da unidade "O Sítio", é Frediny Bettim Colla. Ele participa há cerca de dois anos do evento.

“Sempre foi um desejo estar mais envolvido com esse movimento mais agroecológico”, diz o produtor. Entre os itens comercializados por ele estão ketchup de butiá e pasta de inhame, assim como pães e bolos. Colla salienta que muitos consumidores buscam a feira para comprar alimentos sem agrotóxicos, focando na saúde da alimentação. O produtor cita ainda que o cuidado ecológico no cultivo também gera, indiretamente, uma condição melhor para toda a população.

Devido a esses benefícios, a fisioterapeuta Keila da Silva, de 60 anos, é uma consumidora da feira há mais de 20 anos. “A importância dela é a gente estar nesse ambiente de cultivo da saúde, através da alimentação”, reforça. Keila considera que é um programa percorrer as bancas do evento a cada sábado.

Dados da Feira:


Surgiu em Porto Alegre em agosto de 1991, marcando a segunda iniciativa do gênero no País com foco na venda de produtos orgânicos diretamente do produtor ao consumidor. Hoje é, sozinha, a maior do Estado no gênero.

A Feira Ecológica do Bom Fim é o maior espaço a céu aberto de comercialização de alimentos orgânicos da América Latina.

Conta atualmente com 54 famílias oriundas de Porto Alegre, Região Metropolitana, Serra Gaúcha, Litoral Norte, entre outras localidades do Rio Grande do Sul.

São aproximadamente 150 pessoas atuando na venda direta.

• Cerca de 12 mil pessoas passam todos os sábados pela manhã na Avenida José Bonifácio.

Os feirantes ocupam 90 boxes/bancas, levando diretamente para os consumidores o resultado de seu trabalho todos os sábados, inclusive feriados, das 7h às 13h. São aproximadamente 150 pessoas atuando na venda direta.

• Campanha Sábado sem Sacolas Plásticas: lançada em maio de 2019, a campanha Sábado sem Sacolas Plásticas nas Feiras Ecológicas da Redenção já deixou de distribuir 12,5 milhões de sacolinhas no ambiente.

Ação social: o Projeto (A)BRAÇO é uma ação social existente desde 7 de maio de 2021, fruto de uma parceria entre a Feira Ecológica do Bom Fim e a Amurt-Amurtel, uma Organização da Sociedade Civil (OSC). Todo final de feira, um feirante fica responsável por passar de banca em banca recolhendo hortifrutis doados pelos colegas. Desde o início do projeto até o início de agosto de 2026 foram doadas aproximadamente 40 toneladas de alimentos para famílias em vulnerabilidade social.

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