Na noite deste sábado (4), a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) anunciou, por meio de suas redes sociais, a morte de Marcelly Malta aos 75 anos. A ativista foi uma das principais lideranças históricas do movimento trans no Brasil. A organização destacou a trajetória de Marcelly como "uma das mais importantes travestis pioneiras do Brasil", ressaltando sua atuação na defesa dos direitos humanos, da população LGBTQIA+ e das pessoas trans.
Fundadora e liderança histórica do Grupo Igualdade, no Rio Grande do Sul, Marcelly dedicou décadas à construção e ao fortalecimento do movimento social trans brasileiro. Em nota, a ANTRA afirmou que ela transformou sua própria trajetória em resistência coletiva em um período marcado pela violência, exclusão e ausência de direitos, deixando um legado que atravessa gerações.
A entidade também lembrou que teve a oportunidade de homenagear Marcelly ainda em vida, reconhecendo sua contribuição para a história do movimento trans brasileiro, e manifestou solidariedade aos familiares, amigos, companheiros de militância e à comunidade trans.
A vereadora Natasha Ferreira (PT), de Porto Alegre, também lamentou a morte de Marcelly nas redes sociais. Em sua manifestação, destacou que a ativista foi fundadora da ONG Igualdade RS, a primeira travesti a ter o nome social registrado no Brasil, militante dos direitos humanos e referência para gerações de pessoas trans. A parlamentar ressaltou ainda que Marcelly permaneceu atuando na defesa dos direitos da população trans até os últimos dias, participando, inclusive, da mobilização pela regulamentação da Lei de Cotas Trans em Porto Alegre.
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