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Publicada em 25 de Abril de 2026 às 10:05

Hospital Ernesto Dornelles conquista reconhecimento internacional por projeto inovador em saúde

Esquerda para a direita: Geraldo Aguiar, gestor de Projetos e Inovação e coordenador do CITS; Odacir Rossato, superintendente-executivo; Cyro Leães, superintendente médico e Luís Goulart, gerente de TI

Esquerda para a direita: Geraldo Aguiar, gestor de Projetos e Inovação e coordenador do CITS; Odacir Rossato, superintendente-executivo; Cyro Leães, superintendente médico e Luís Goulart, gerente de TI

DIVULGAÇÃO/JC
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Agências
O Hospital Ernesto Dornelles de Porto Alegre, por meio do seu Centro de Inovação e Tecnologia em Saúde (CitS), foi um dos vencedores do prêmio concedido em abril pelo Global Innovation Institute (GInI), considerado uma das principais referências mundiais na certificação e avaliação de práticas inovadoras.

A conquista integra o Global Innovation Development Index (GDI) 2025, que avaliou 1.476 iniciativas de diferentes países. Destas, apenas 100 organizações foram reconhecidas, todas com pontuação superior a 90 pontos, em um processo conduzido por um painel de 19 especialistas internacionais, abrangendo projetos de 26 países.

O reconhecimento foi concedido ao projeto Conecte Saúde – Collaborative Health Interoperability Ecosystem, uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Hospital Mãe de Deus, o Hospital São Lucas da Pucrs e a Unimed Porto Alegre, com solução tecnológica da Sisqualis. Mais do que uma inovação tecnológica, o projeto tem como propósito integrar informações clínicas entre diferentes instituições, promovendo um cuidado mais seguro, ágil e centrado no paciente.

De acordo com Geraldo Aguiar, gestor de projetos e inovação do HED, a interoperabilidade representa uma mudança concreta na forma como o cuidado é conduzido. “Ela permite que o histórico das informações clínicas do paciente esteja disponível, independentemente da instituição onde ele esteja sendo atendido. Isso reduz retrabalho, evita exames duplicados e qualifica a tomada de decisão,” explica.

Aguiar destaca ainda que o impacto vai além da tecnologia: “Mais do que integrar sistemas, estamos integrando o cuidado. Isso gera impacto direto na segurança, na experiência do paciente e na eficiência assistencial. No fim, a tecnologia atua como meio para garantir um cuidado mais ágil, seguro e verdadeiramente centrado na pessoa,” completa.

Apesar do reconhecimento internacional, o caminho até a consolidação do projeto foi desafiador. Segundo o gestor de projetos, o principal obstáculo não esteve na tecnologia, mas na construção coletiva entre diferentes instituições. “Foi necessário alinhar contextos e interesses distintos, estruturar um modelo sólido de governança, garantir conformidade com a LGPD e transformar uma visão conceitual em uma solução concreta e funcional”, destaca.

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