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Publicada em 24 de Novembro de 2025 às 18:27

Tornozeleira danificada por Bolsonaro custará R$ 764,52

No total, 1.673 pessoas são monitoradas na capital do país

No total, 1.673 pessoas são monitoradas na capital do país

G1/Reprodução/JC
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Agências
No fim de semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro danificou sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Neste caso, quem fica responsável por pagar os danos ao equipamento? Quanto que se cobra?
No fim de semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro danificou sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Neste caso, quem fica responsável por pagar os danos ao equipamento? Quanto que se cobra?
COMO FUNCIONA A COBRANÇA?
Via de regra, as tornozeleiras são "emprestadas" aos governos. Os governos contratam as empresas que fornecem o equipamento e, eventualmente, até a central de monitoramento. O valor cobrado pelo uso da tornozeleira para cada detento é mensal.
Quem danificar tornozeleira precisa pagar três vezes o valor da mensalidade. De acordo com contrato no site da Seape (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), do Distrito Federal, isso seria 3 x R$ 254,84 = R$ 764,52. "O valor do ressarcimento por um dispositivo é de três vezes o valor mensal de prestação de serviço de um dispositivo", diz documento do prestador de serviços UE Brasil Tecnologia. A constatação da inutilidade total dos dispositivos violados é confirmada por meio de laudo técnico elaborado pela empresa contratada.
Valor total do contrato da prestadora de serviço com o Distrito Federal é de R$ 29,64 milhões. Nele, está previsto o fornecimento de 4 mil tornozeleiras e 400 dispositivos de proteção à vítima, além da manutenção preventiva e corretiva, segundo o Seape/DF, em nota. No total, 1.673 pessoas são monitoradas na capital do país.
No DF, é o próprio governo quem arca com os custos de danos da tornozeleira. Um projeto de 2021 da câmara legislativa do DF determinava que o gasto seria do próprio detento, porém foi vetado. Assim, o governo local fica responsável por pagar eventuais danos à empresa contratada. Posteriormente, ele pode cobrar o detento, "a depender da decisão judicial", diz o Seape em nota.
Lei federal diz que danificar tornozeleira eletrônica atinge patrimônio público. Medida é descrita no artigo 163 do Código Penal e a pena prevista é de 6 meses e 3 anos de detenção mais multa.
Neste ano já foram registradas 145 violações de dispositivos no DF. Em 2024, foram 156; em 2023, 152. Todos os aparelhos violados neste ano, diz a Seap, foram recuperados e reutilizados sem custo adicional ao GDF (Governo do Distrito Federal).

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