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Publicada em 11 de Novembro de 2025 às 20:15

Policiais civis reivindicam melhores condições de trabalho e mais remuneração

Membros da Ugeirm presentes na frente do Palácio da Polícia em Porto Alegre

Membros da Ugeirm presentes na frente do Palácio da Polícia em Porto Alegre

Reprodução/Instagram/Ugeirm/JC
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Marco Charão
Marco Charão
Nesta terça-feira (11), policiais civis em conjunto com outros servidores públicos do Estado, fizeram uma mobilização em todo o Rio Grande do Sul, com o objetivo de terem um reajuste salarial nas suas categorias. Em Porto Alegre, essa manifestação foi feita na frente do Palácio da Polícia, cerca de 100 a 150 pessoas se reuniram para reivindicar melhores condições de trabalho. 
Nesta terça-feira (11), policiais civis em conjunto com outros servidores públicos do Estado, fizeram uma mobilização em todo o Rio Grande do Sul, com o objetivo de terem um reajuste salarial nas suas categorias. Em Porto Alegre, essa manifestação foi feita na frente do Palácio da Polícia, cerca de 100 a 150 pessoas se reuniram para reivindicar melhores condições de trabalho. 
Fábio Nunes Castro, vice-presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Ugeirm), que após trinta anos de serviço na polícia se aposentou no mês passado, diz que além da busca pelo reajuste salarial de 15,2%, buscam denunciar a questão estrutural das condições de trabalho
Castro cita o exemplo da 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (3ª DPPA), que foi atingida pela enchente de maio e realocada. "A 3ª DPPA recebe todas as ocorrências de tráfico da Capital. Ela funcionava no Navegantes até ser atingida pela enchente, após isso o prédio foi abandonado e transferido para uma sala do Palácio da Polícia. Ou seja, todo um departamento dentro de uma sala que é totalmente insalubre", denuncia.
Sobre o protesto desta terça, o vice-presidente diz que é nomeada de Operação Padrão, pois os servidores continuam fazendo as suas obrigações essenciais. Como exemplo ele cita viagens a trabalho para outras cidades. "Caso tu tenha que viajar para outro município tu tem o direito a diária antecipada para se alimentar e hospedar, mas isso nunca acontece. Nessa Operação Padrão só vamos se é pago a diária", exemplifica. Castro também deixa claro que em casos de ocorrências graves, como Maria da Penha, os pedidos são atendidos.
A operação inclui ainda a não utilização de viaturas que não estejam em condições e, caso o colete balístico esteja com problema, a missão não será cumprida. "Cada missão exige um número mínimo de policiais, e, às vezes, tu acaba indo sozinho pela falta de mão de obra. Então durante essa operação, só fazemos se estiver com o número adequado de pessoas", salienta.
Sobre a baixa remuneração, Castro afirma que isso é um problema que interfere na rotina de trabalho. Muitos policiais, principalmente, em início de carreira, acabam migrando para outros órgãos do serviço público. "Temos mais de 80 delegacias no interior do Estado com um policial apenas. Neste ano no RS mais de 50 policiais pediram exoneração. Desde 2023 são mais de 150 pedidos, isso acaba gerando um impacto muito grande no trabalho".
Por último, o vice-presidente diz que o servidor se arrisca diariamente, saindo de casa sem saber se voltará. "Na Capital a criminalidade é grande e os departamentos trabalham de forma exaustiva por conta da falta de efetivo. Mesmo nessas condições, apresentamos uma melhora nos índices de segurança. Merecemos ser melhores remunerados, para ter uma condição de trabalho melhor", finaliza. 

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