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Publicada em 13 de Outubro de 2025 às 17:31

Brasil recebe primeiro lote de medicamento para tratar câncer de mama no SUS; ainda não tem previsão de chegar ao RS

O remédio é indicado para quem continua com a doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio 3

O remédio é indicado para quem continua com a doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio 3

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Com Agências.
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Nesta segunda-feira (13), o Ministério da Saúde recebeu o primeiro lote do medicamento Trastuzumabe Entansina, que foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), em 2022, para o tratamento do câncer de mama. O investimento total do governo federal é de R$159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos-ampola do medicamento.
Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul, contudo, afirma ainda não ter recebido nenhuma remessa do medicamento. De acordo com o órgão, até o momento, não há nem programação de quantitativos a serem enviados ao Estado. 
O remédio é indicado para quem continua com a doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio 3, segundo a pasta.
A primeira remessa conta com 11.978 unidades. Ao todo, serão quatro lotes do medicamento. A próxima entrega está prevista para dezembro deste ano. Outras duas remessas devem chegar em março e junho de 2026. 
De acordo com o ministério, os insumos suprirão 100% da demanda atual pelo medicamento no SUS. A expectativa é que cerca de 1,1 mil pacientes sejam beneficiados apenas em 2025. O medicamento será repassado às secretarias estaduais de Saúde, que farão a distribuição de acordo com os protocolos clínicos vigentes. 
O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto Campello Carvalheira, falou à imprensa, no local em que a carga foi recebida, no almoxarifado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
De acordo com Carvalheira, a entrega representa um gigantesco avanço para a oncologia nacional. O diretor afirma que a medicação deve reduzir em 50% a mortalidade das pacientes que têm HER2- positivo.

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